O hábito de armazenar sobras e ingredientes na geladeira é fundamental na rotina doméstica, mas o desconhecimento sobre os prazos de segurança pode transformar a praticidade em risco. Muitas vezes, o consumidor confia apenas nos sentidos para avaliar a qualidade do alimento, ignorando que bactérias patogênicas podem proliferar sem alterar o aspecto visual ou o cheiro da comida.
De acordo com a nutricionista Paula Pens, a organização rigorosa e o respeito ao cronômetro são as únicas garantias contra intoxicações alimentares.
Entenda
- O perigo invisível: alimentos contaminados nem sempre apresentam odor forte ou sinais visíveis de deterioração.
- Resfriamento imediato: a comida deve ser guardada em até 30 minutos após o preparo para evitar a multiplicação bacteriana.
- Temperatura ideal: para garantir a conservação, o termostato da geladeira deve ser mantido abaixo de 5 °C.
- Recipientes adequados: o uso de potes rasos e fechados na parte central da geladeira acelera o resfriamento e protege o conteúdo.
Tabela de prazos
A durabilidade varia drasticamente conforme a categoria do alimento. Segundo a coordenadora do curso de nutrição da Faculdade Anhanguera, o rigor deve ser máximo com proteínas animais e preparos cozidos.
Confira os limites recomendados:
- Peixes e frutos do mar: até 24 horas;
- Carnes cruas (bovina, frango e suína): 1 a 3 dias;
- Arroz, feijão e refeições prontas: até 3 dias;
- Legumes cozidos: até 3 dias;
- Verduras e folhosos (higienizados): 5 a 7 dias;
Erros comuns no armazenamento
Um dos equívocos mais frequentes é deixar as panelas esfriarem totalmente sobre o fogão antes de levá-las à geladeira. “Para garantir um resfriamento mais rápido, o ideal é transferir os alimentos das panelas para tigelas menores e rasas”, orienta Paula Pens. Essa técnica evita que o centro da porção permaneça morno por muito tempo, criando um ambiente favorável a microrganismos.
Além disso, a nutricionista destaca que a parte central da geladeira é a mais indicada para alimentos prontos, enquanto a porta, por sofrer maior variação térmica, deve ser evitada para itens sensíveis.
Estratégias de organização
Para manter a segurança em dia, a recomendação é adotar um sistema de etiquetas nos potes, identificando a data de preparo. Outra regra de ouro é nunca misturar sobras antigas com alimentos recém-cozidos, o que poderia causar uma contaminação cruzada.
“Organização e informação são essenciais para garantir a segurança alimentar dentro de casa”, finaliza a professora Paula Pens. Ao seguir esses protocolos simples, é possível evitar desperdícios e, principalmente, proteger a saúde da família.
Por: Metrópoles








