A enfermeira britânica Alex Stewart, de 28 anos, deveria estar aproveitando os primeiros meses pós-parto com o seu segundo filho, Teddy, quando foi diagnosticada com um câncer cervical em estágio avançado.
Segundo o relato compartilhado nas redes sociais, os médicos perceberam um nódulo enquanto ela dava à luz Teddy. Como Alex não tinha sintomas, eles descartaram que o problema fosse algo sério.
Os primeiros sinais apareceram no fim do ano, três meses após o parto. “No Natal, acordei com a barriga muito inchada. Achei que fosse algo que comi nas festas, então apenas observei”, lembra. Cerca de quatro dias depois, a enfermeira percebeu caroços no pescoço e procurou atendimento. Ela foi submetida a uma tomografia no Ano-Novo e no dia 2 de janeiro de 2026 recebeu o resultado.
“Disseram que o câncer já tinha se espalhado do colo do útero até a minha barriga e estava nos meus linfonodos, no pescoço, e que agora era incurável”, relata Alex à revista People. Ainda em tratamento, médicos disseram à enfermeira que ela teria entre seis meses e dois anos de vida.
O que é o câncer cervical?
O câncer cervical, também chamado de câncer do colo do útero, se desenvolve nas células da parte inferior do útero que se conecta à vagina. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI), a maioria dos casos está associada à infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano), um vírus transmitido principalmente por contato sexual.
A doença costuma evoluir lentamente. Antes de se tornar um câncer invasivo, podem surgir alterações celulares chamadas lesões pré-cancerosas — que podem ser detectadas e tratadas precocemente. Nas fases iniciais, o câncer cervical pode não causar sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:
Quando o tumor se espalha para outras partes do corpo — como linfonodos ou órgãos abdominais —, o quadro se torna mais grave e o tratamento mais complexo. No caso de Alex, a doença já havia se disseminado pelo abdômen e atingido linfonodos no pescoço no momento do diagnóstico.
Prevenção e rastreamento do câncer
Os exames preventivos como o Papanicolau são as principais estratégias de rastreamento do câncer de colo do útero, pois identificam alterações celulares antes que o câncer se desenvolva ou avance. Quando diagnosticado precocemente, o câncer cervical apresenta altas taxas de cura.
Ainda assim, nenhum método é infalível. Em alguns casos, a doença pode evoluir entre intervalos de exames ou apresentar comportamento mais agressivo.
No caso de Alex, mesmo diante da própria experiência, ela incentiva outras mulheres pelas suas redes sociais a continuarem realizando o rastreamento e exames preventivos.
Enquanto deveria estar vivendo a licença-maternidade, Alex segue em quimioterapia e afirma estar “tentando permanecer o mais positiva possível”. Ela relatou que ainda não conseguiu amamentar o filho por conta dos tratamentos e enfrenta cansaço intenso ao longo do dia, o que diminui a sua presença para as crianças.
Além do impacto físico, ela lida com o peso emocional de conviver com um diagnóstico terminal enquanto cria duas crianças pequenas.
Amigas de Alex — Jessie, Lucy, Becky e Meg — criaram uma campanha no GoFundMe para ajudar a família com despesas e garantir conforto durante o tratamento. A britânica espera que os recursos arrecadados possam apoiar os dois filhos no futuro.
O caso evidencia como alguns tipos de câncer podem evoluir de forma silenciosa, sem sinais claros nas fases iniciais. Alterações persistentes no corpo — como inchaço incomum ou aparecimento de caroços — devem ser investigadas, especialmente quando fogem do padrão habitual.
Por: Metrópoles








