A Terra será atingida por tempestades solares pelo menos até o próximo domingo (8). As tormentas geomagnéticas foram provocadas após uma série de erupções no Sol de intensidade severa que ocorreram nos primeiros dias de fevereiro.
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos, publicou um alerta atualizado sobre as tempestades, que ocorrem já nesta quinta-feira (5).
- Quinta-feira (5) – categoria G1
- Sexta-feira (6) – categoria G1
- Sábado (7) – abaixo de G1
- Domingo (8) – categoria G1
As categorias variam de G1 a G5, sendo a G1 de menor intensidade.
Mesmo assim, o alerta é válido para possíveis interferências em operações de satélite, que podem atrapalhar o GPS.
Segundo a Nasa, as erupções solares também podem afetar comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação e representar riscos para os astronautas.
Auroras boreais são esperadas pelos próximos dias em regiões de altas latitudes.
Sequência de explosões
Desde o dia 30 de janeiro, uma região de “mancha” denominada 4366 surgiu no Sol ocasionando erupções de classe X, que são as mais severas da categoria – entenda mais abaixo.

Foram pelo menos seis erupções de classe X em apenas quatro dias.
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apoiado pelo Instituto Serrapilheira, a mancha AR4366 tem aproximadamente 10 vezes o tamanho da Terra e segue ativa.
Erupções de classe X na área AR4366 emitidas pelo Sol entre domingo (1º) e quarta-feira (4).
- X1.0
- X8.1
- X2.8
- X1.6
- X1.5
- X4.2
O que é uma erupção solar
As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observada.
Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.

O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.
Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3…) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.

Sequência de fortes erupções solares. Foto: Nasa
Veja a tabela abaixo:
- Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 em diante, com a elevação numeral dando uma percepção maior da intensidade.
- Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
- Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
- Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
- Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências.
Por: CNN Brasil








