A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) divulgou nota de pesar neste domingo, 15, pela morte do indigenista Antônio Luiz Batista de Macêdo, conhecido como Txai Macêdo, aos 73 anos, ocorrida no município de Cruzeiro do Sul, no Acre. O servidor aposentado teve trajetória marcada pela atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios tradicionais e da preservação da floresta.
Txai Macêdo trabalhou por mais de 40 anos na Funai, com participação em processos de demarcação de diversas terras indígenas no Acre e em regiões do sul da Amazônia e noroeste de Rondônia. Também foi um dos fundadores da Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre), no fim da década de 1970, e atuou ao lado de lideranças como Chico Mendes em iniciativas voltadas aos direitos dos povos indígenas, seringueiros e comunidades tradicionais.
Nos anos 1980, esteve envolvido na articulação para a criação da Reserva Extrativista Alto Juruá, considerada a primeira reserva extrativista do país, iniciativa voltada à proteção ambiental e à garantia de modos de vida tradicionais.
Nota da Funai
“Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor aposentado Antônio Luiz Batista de Macêdo, conhecido como Txai Macêdo, 73 anos. O indigenista faleceu hoje (15), no município de Cruzeiro do Sul, no Acre.
Txai Macêdo atuou na autarquia indigenista por mais de 40 anos, e destacou-se pela forte atuação, junto com outros indigenistas, para a demarcação de várias terras indígenas do Acre, além de ser um servidor humano, generoso e comprometido com o serviço público em defesa dos povos indígenas.
O indigenista foi um dos fundadores da Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre) no final dos anos 1970 e, junto a outros companheiros e companheiras como Chico Mendes, dedicou sua vida à luta pelos direitos dos povos indígenas, dos seringueiros e das comunidades tradicionais do Acre, como a criação da Reserva Extrativista Alto Juruá, uma unidade de conservação federal.
A Funai se solidariza com os familiares, amigos e colegas da Coordenação Regional do Juruá, e reconhece a sua importante contribuição para a proteção dos direitos dos povos indígenas no Brasil. Seu legado de solidariedade, dedicação e amor pela causa indígena seguirá como referência para a política indigenista e na memória de todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado.”








