O Acre permanece entre os estados brasileiros em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, que analisa dados da Semana Epidemiológica 5, referente ao período de 1º a 7 de fevereiro.
De acordo com o levantamento, apenas três unidades federativas – Acre, Amazonas e Roraima – apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento no longo prazo.
No caso acreano, a alta incidência está associada ao aumento recente das hospitalizações por influenza A, que já apresenta sinais de reversão, além do crescimento contínuo dos casos de vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente entre crianças pequenas.
A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, destacou que o aumento de casos também se concentra entre idosos a partir de 65 anos e adultos de 50 a 64 anos no Acre e no Amazonas. Segundo ela, esse padrão é característico da Covid-19, embora ainda não haja confirmação laboratorial suficiente para afirmar essa relação.
Ainda conforme o boletim, a circulação do VSR no Acre mantém os casos de SRAG em crianças pequenas em patamar elevado. Já a influenza A, que costuma impulsionar hospitalizações entre jovens, adultos e idosos, começa a apresentar sinais de redução nesses estados.
Cenário nacional
No país, o boletim indica queda dos casos de SRAG na tendência de longo prazo e estabilidade ou oscilação no curto prazo. Em 2026, já foram notificados 6.306 casos da síndrome, sendo 1.905 com resultado positivo para vírus respiratórios, 2.767 negativos e cerca de 1.154 ainda aguardando confirmação laboratorial.
Entre os casos positivos neste ano, 33,4% são rinovírus, 21,5% Sars-CoV-2, 19,3% influenza A, 1,9% influenza B e 11,8% vírus sincicial respiratório. Nas quatro últimas semanas analisadas, os percentuais seguem semelhantes, com predominância de rinovírus e Covid-19.








