O encerramento de 2025 consolidou um resultado positivo para a balança comercial do Acre, com crescimento nas exportações e manutenção do superávit ao longo do ano. Dados consolidados indicam que o estado registrou superávit acumulado de US$ 93,72 milhões, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelo extrativismo.
No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações acreanas somaram US$ 98,90 milhões, volume 13,3% superior ao registrado em 2024. O desempenho foi influenciado pela safra da soja, especialmente nos meses de março e abril, período de maior colheita e embarque do produto. A pauta exportadora anual foi liderada pela carne bovina, responsável por 27,9% do total, seguida pela soja (20,6%) e pela carne suína (16,8%).
No último trimestre de 2025, as exportações apresentaram variações mensais. Em outubro, o Acre registrou US$ 8,86 milhões em vendas externas, crescimento de 46,19% em relação a setembro, com destaque para a carne bovina, que representou 51,2% do total exportado no mês. Em novembro, houve retração de 24%, com as exportações recuando para US$ 6,74 milhões. Já em dezembro, o estado voltou a registrar alta, com crescimento de 20,9%, totalizando US$ 8,14 milhões. As informações são da Agência de Noticias do Acre.
No último mês do ano, a castanha-do-Brasil destacou-se como o segundo produto mais exportado, com 18,6% de participação, tendo Rio Branco como principal polo exportador do item.
Entre os destinos das exportações, o Peru manteve-se como principal parceiro comercial do Acre em 2025, concentrando 27,2% do total exportado, especialmente carne suína e castanha. Os Emirados Árabes Unidos apareceram como o segundo maior destino (11,7%), seguidos pela Turquia (7%) e pelas Filipinas (6,2%), mercados que absorvem majoritariamente carne bovina. Em dezembro, a Argélia respondeu por 16,5% das exportações mensais, com compras de animais vivos e carne.
Quanto à logística, o escoamento da produção acreana ocorreu majoritariamente por via marítima, responsável por mais de 67% das exportações, com utilização de portos em Santos (SP) e Manaus (AM). A via rodoviária respondeu por 31,5% do comércio exterior, especialmente nas operações com países da região andina.
No campo das importações, o Acre manteve volume reduzido ao longo do ano, contribuindo para o resultado superavitário. No último trimestre, as compras externas envolveram principalmente aeronaves e equipamentos provenientes dos Estados Unidos, equipamentos de telecomunicações da Espanha e armas e munições da Áustria.








