Moradores de Feijó interditaram a BR-364 nesta sexta-feira, 20, em protesto pela demora na conclusão das obras do Hospital Geral do município. A manifestação bloqueou os dois sentidos da rodovia ao longo do dia, provocando filas de veículos e dificultando o deslocamento entre cidades do interior do Acre.
O ato teve início logo nas primeiras horas da manhã, com pneus e barreiras humanas impedindo o tráfego. Segundo relatos de moradores e viajantes, centenas de pessoas ficaram retidas na estrada durante o bloqueio.
A GAZETA entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para saber se o órgão acompanha a situação na rodovia e aguarda retorno até a última atualização desta reportagem.
A principal reivindicação dos manifestantes é a conclusão das obras do Hospital Geral de Feijó, cuja reforma e ampliação se arrastam há anos. A comunidade afirma que a demora impacta diretamente o atendimento de saúde na região e cobra providências do poder público.
Durante o protesto, uma das participantes relatou que decidiu participar da mobilização após perder a filha por falta de atendimento adequado na unidade hospitalar. Segundo ela, a situação da saúde no município motiva a cobrança coletiva por melhorias.
“Há nove anos, a minha filha morreu por negligência do hospital de Feijó. Ela foi encaminhada para Cruzeiro do Sul e morreu antes de seguir para Rio Branco. Estou aqui por essa causa e por outras situações que todos nós, feijoenses, enfrentamos”, afirmou a mulher que não teve o nome revelado.
O que disse o governo
Ainda nesta sexta-feira, 20, o governo do Acre informou que a obra do hospital entrou na fase final. De acordo com a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), a previsão é que o primeiro bloco seja entregue até abril, com investimento superior a R$ 5 milhões. A intervenção inclui modernização da estrutura física, sistema de climatização, cobertura, adequações elétricas e instalação de novos equipamentos.
Até o fim do dia, não havia confirmação oficial sobre a liberação total da rodovia, e os manifestantes mantinham a cobrança por posicionamento das autoridades sobre a conclusão da obra.
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