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“Não é motivo para pânico”, diz Rennan Biths sobre caso suspeito de mpox em Rio Branco

“Não é motivo para pânico”, diz Rennan Biths sobre caso suspeito de mpox em Rio Branco

Secretário afirma que não existe razão para alardes. Foto: Cedida

A Prefeitura de Rio Branco informou que investiga um caso suspeito de mpox envolvendo uma mulher de 40 anos residente no município. A paciente procurou a rede municipal de saúde com sintomas característicos da infecção e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, segue em acompanhamento pelas equipes técnicas enquanto aguarda o resultado dos exames laboratoriais.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, o caso foi identificado nesta semana. “Conseguimos identificar um caso suspeito. Uma paciente de 40 anos acessou a nossa rede com sintomas característicos dessa infecção. De pronto, a equipe acolheu, deu os encaminhamentos necessários e os exames já foram coletados”, explicou.

A expectativa, segundo ele, é que o diagnóstico seja concluído até terça ou quarta-feira. “A nossa expectativa é que até terça ou quarta-feira a gente consiga ter o diagnóstico mais preciso desse caso suspeito”, afirmou.

A paciente cumpre protocolo de isolamento para evitar possível transmissão. “A equipe da vigilância está acompanhando essa paciente. Ela está hoje cumprindo todos os protocolos de isolamento para evitar qualquer tipo de contaminação com as pessoas do seu convívio”, destacou o secretário.

A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que todas as providências previstas nos protocolos de vigilância foram adotadas imediatamente após a notificação. O fluxo inclui monitoramento clínico, investigação epidemiológica e acompanhamento contínuo.

Rennan Biths reforçou que a doença não é novidade para a rede de saúde. “Essa infecção não é algo novo na nossa rotina. Já tivemos caso confirmado em 2022, investigamos suspeitas em 2023 sem confirmação e também tivemos um caso confirmado em 2024”, pontuou.

Ele enfatizou que a rede está preparada. “Toda a rede municipal de saúde, todos os profissionais e autoridades têm conhecimento. Os protocolos estão bem estabelecidos e a gente está preparado para lidar com essa situação. Não é motivo para gerar nenhum tipo de pânico para a população”, afirmou.

A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou objetos contaminados. Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, mal-estar, exaustão e lesões cutâneas, especialmente na região genital.

“O sintoma mais característico são as lesões na pele. Se a pessoa apresentar febre, dor muscular, mal-estar e essas lesões, deve procurar imediatamente qualquer unidade básica de saúde”, orientou o secretário.

Segundo ele, o tratamento é voltado ao controle dos sintomas. “É um tratamento para administrar as dores e fazer o manejo das lesões. Cumprindo o protocolo e principalmente o isolamento, não é algo que gere risco grave para o paciente ou para as pessoas do convívio direto”, explicou.

O secretário também esclareceu que a transmissão ocorre por contato direto. “Não há risco de transmissão pelo ar. A transmissão é por contato direto com secreções humanas ou com as lesões na pele. O isolamento é suficiente para evitar essa transmissão”, afirmou.

A equipe de vigilância investiga possível vínculo de transmissão, inclusive eventual contato com pessoas de outras cidades, como Porto Velho, onde há casos confirmados. No entanto, até o momento, não foi identificado elo epidemiológico.

“A nossa equipe está fazendo essa investigação. Até agora, não conseguimos identificar nenhum vínculo de causalidade, nenhum fato que comprove esse elo de transmissão”, disse Biths.

Ele reforçou que, por ora, trata-se apenas de um caso suspeito. “Só teremos confirmação a partir do resultado do exame. Mesmo assim, todas as medidas já foram adotadas e seguimos investigando se houve contato com alguém com sintomas semelhantes, o que até agora não foi identificado”, concluiu.

Veja o vídeo:

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