O jogador Alex Pires Júnior, que está entre os quatro atletas do Vasco-AC investigados por denúncias de violência sexual, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira, 17, em Rio Branco. O atleta chegou acompanhado da defesa e permanece preso por força de mandado judicial enquanto o caso segue em apuração pelas autoridades.
Segundo informações confirmadas ao portal A GAZETA pelo advogado do jogador, Robson de Aguiar, a apresentação ocorreu inicialmente na Delegacia de Flagrantes, sendo posteriormente encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela investigação, onde ele ficou custodiado.
A defesa informou ainda que o depoimento do atleta deve ocorrer pela manhã desta quarta-feira, 18.
Defesa nega crime e fala em relação consensual
De acordo com o advogado, o jogador nega qualquer prática criminosa e sustenta que não teve envolvimento em situação de violência. A defesa afirma que o atleta “não praticou nem de longe alguma conduta típica de estupro” e que “não houve estupro, não houve nenhum crime praticado”.
Ainda conforme a defesa, houve relação sexual consensual com uma das denunciantes, sem violência ou ameaça. O advogado declarou que o atleta não conhecia previamente as mulheres envolvidas e que o encontro teria ocorrido de forma ocasional.
A expectativa da defesa é que o depoimento contribua para a reavaliação das medidas judiciais e eventual revisão da custódia. “Ele está se apresentando porque quer provar a inocência dele”, disse.
Investigação envolve quatro atletas
O caso envolve quatro jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama (AC) investigados após denúncia registrada por duas mulheres referente a fatos ocorridos no alojamento do clube, em Rio Branco.
Erick Serpa foi preso em flagrante no sábado, 14, passou por audiência de custódia no domingo,15, e teve a prisão convertida em preventiva. Além de Alex Pires, os atletas Matheus Silva e Brian Peixoto também tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça.
Repercussão
O episódio gerou manifestações públicas de órgãos e instituições. A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) divulgou nota criticando declarações relacionadas ao caso e defendendo a atuação técnica da Delegacia da Mulher. A pasta destacou a importância de evitar a desqualificação das instituições e reforçou que consentimento deve ser claro e contínuo em qualquer relação.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) também publicou posicionamento de repúdio à violência contra mulheres, ressaltando que crimes sexuais devem ser tratados com rigor e sem relativizações.
Em manifestação anterior, o Vasco-AC informou que não compactua com qualquer forma de violência e que acompanha o caso, adotando providências administrativas internas conforme o andamento das investigações.








