Rio Branco registrou um caso suspeito de Mpox nesta sexta-feira, 20, conforme confirmação da Secretaria Municipal de Saúde ao portal A GAZETA. Até o momento, não há informações se o paciente possui histórico recente de viagem ou contato com casos confirmados.
A notificação ocorre em um cenário de atenção reforçada no Acre após a confirmação de quatro casos da doença em Porto Velho (RO). A proximidade geográfica entre os estados e o fluxo constante de pessoas pela BR-364 levaram autoridades sanitárias acreanas a intensificar o monitoramento epidemiológico.
Atualmente, o estado trabalha com boletim de alerta epidemiológico e aguarda diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde para a finalização do plano estadual de contingência. Enquanto isso, equipes de vigilância permanecem em prontidão nas unidades hospitalares para identificação e manejo rápido de eventuais casos suspeitos.
A Mpox já foi registrada anteriormente no Acre. Entre 2022 e 2025, houve notificações e confirmações da doença no estado, experiência que contribuiu para o treinamento das equipes de saúde e padronização dos protocolos de atendimento.
Segundo o coordenador do Núcleo Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis e de Prevenção da Sesacre, Jozadaque Bezerra, o monitoramento é contínuo e preventivo, principalmente diante da circulação do vírus em estados vizinhos, o que exige atenção da rede de saúde para identificação e isolamento rápidos, caso necessário.
Sintomas e transmissão
A Mpox é causada por vírus e a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas e lençóis de pessoas infectadas.
Entre os principais sintomas estão manchas ou bolhas na pele, febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e sensação de fraqueza.
A orientação das autoridades de saúde é que qualquer pessoa com sintomas suspeitos procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica.






