O Centro de Rio Branco pode registrar aumento de até 2 °C na temperatura real e até 4 °C na sensação térmica nos dias de muito sol e pouca ventilação. A análise foi divulgada nesta quinta-feira, 26, pelo pesquisador meteorológico Davi Friale, ao explicar os impactos das recentes mudanças urbanas na região central da capital.
Segundo ele, o fenômeno está relacionado às chamadas “ilhas de calor”, comuns em áreas urbanizadas.
O pesquisador explica que áreas centrais de cidades tendem a registrar temperaturas mais altas do que bairros periféricos devido a fatores como construções elevadas, menor circulação de vento, emissão de calor por veículos e características das superfícies urbanas.
No caso específico de Rio Branco, Friale destaca que o novo asfalto aplicado nas vias centrais possui coloração bastante escura, o que favorece a absorção dos raios solares. Esse calor é transferido ao ar próximo ao solo, elevando a temperatura ambiente. A estimativa apresentada pelo pesquisador indica aumento de até 2 °C na temperatura real e até 4 °C na sensação térmica em dias com sol intenso e pouca ventilação.
“Quando caminharmos pelas calçadas e, principalmente, ao atravessarmos as ruas rio-branquenses, no centro, durante o dia com sol, sentiremos um calor excessivo, que nada mais é do que o provocado pela alteração do meio natural, que se faz necessário para melhorar a nossa qualidade de vida na nossa cidade”, explicou.
O pesquisador também aponta alternativas para amenizar o calor, como o uso de cores claras em telhados e calçadas e o aumento da arborização urbana. Segundo ele, a presença de árvores ajuda a reduzir a incidência direta da radiação solar e contribui para diminuir a temperatura nas áreas urbanizadas.








