O indigenista Antônio Macêdo, conhecido como Txai Macêdo, morreu aos 73 anos após um período de tratamento de saúde. Reconhecido pela atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios tradicionais e da preservação da floresta, ele teve trajetória marcada por participação em processos de demarcação de terras e políticas socioambientais na Amazônia.
Servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai), Txai Macêdo participou da demarcação de cerca de 60 Terras Indígenas no Acre, no sul da Amazônia e no noroeste de Rondônia.
Nos anos 1980, também esteve envolvido na articulação para criação da primeira Reserva Extrativista do Brasil, no Alto Juruá, iniciativa voltada à proteção da floresta e das populações tradicionais.
A morte foi lamentada por organizações e coletivos ligados à causa socioambiental. Em nota, o Coletivo Território Haux destacou a trajetória do indigenista e sua atuação histórica.
Nota de pesar do Coletivo Território Haux
Com profunda reverência, nos despedimos de Txai Macêdo, que aos 73 anos ancestralizou, após sua jornada de luta pela vida. Sua caminhada foi marcada pelo compromisso inabalável com os direitos dos povos indígenas, pela defesa dos territórios e pelo cuidado com a floresta e seus povos.
Em nome do Coletivo Território Haux, honramos a vida e a trajetória de Antônio Macêdo, nosso querido Txai — um homem cuja história se entrelaça com a luta pela vida, pelos territórios e pela dignidade dos povos da floresta. Servidor dedicado da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), teve papel fundamental na demarcação de cerca de 60 Terras Indígenas no Acre, no sul da Amazônia e no noroeste de Rondônia, garantindo direitos, cultura e continuidade aos povos originários.
Nos anos 1980, coordenou o movimento de criação da primeira Reserva Extrativista do Brasil, no Alto Juruá (Acre), contribuindo para a construção de uma política que uniu floresta, território e povos tradicionais. Sua visão ensinou que proteger a natureza é também proteger modos de vida ancestrais.
Txai Macêdo foi luz, coragem e alegria por onde passava — presente nas lutas, nas palavras, nas histórias, nos poemas e nas canções. Txai Macêdo ancestralizou, e sua presença segue viva na floresta, nos territórios, nas memórias e nas lutas que continuam. Seu legado o precede, guia caminhos e fortalece gerações.
Txai Macêdo presente, hoje e sempre.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.








