Moradores de Feijó mantêm a interdição da BR-364 em protesto contra a demora na conclusão das obras do Hospital Geral do município. O bloqueio, iniciado na sexta-feira, 20, segue afetando os dois sentidos da rodovia e prejudicando o deslocamento entre cidades do interior do estado.
Um vídeo enviado à redação da GAZETA, gravado no domingo, 22, mostra a situação da estrada dois dias após o início da manifestação. As imagens registram uma longa fila de veículos parada no trecho interditado, com motoristas aguardando a liberação da via.
O ato começou nas primeiras horas da sexta-feira, 20, com pneus e barreiras humanas impedindo o tráfego. Segundo relatos de moradores e viajantes, centenas de pessoas ficaram retidas na estrada ao longo do dia.
Em atualização mais recente, a Polícia Rodoviária Federal informou que houve reunião com autoridades locais para tratar da situação. “O governo do Estado já indicou que adotaria providências. Estamos com a perspectiva de avanço na solução. No entanto, até o presente momento, continua fechada”, comunicou a PRF.
A principal reivindicação dos manifestantes é a conclusão das obras do Hospital Geral de Feijó, cuja reforma e ampliação se estendem há anos. A comunidade afirma que a demora compromete o atendimento de saúde na região e cobra providências do poder público.
Durante o protesto, uma das participantes relatou que decidiu aderir à mobilização após perder a filha por falta de atendimento adequado na unidade hospitalar. “Há nove anos, a minha filha morreu por negligência do hospital de Feijó. Ela foi encaminhada para Cruzeiro do Sul e morreu antes de seguir para Rio Branco. Estou aqui por essa causa e por outras situações que todos nós, feijoenses, enfrentamos”, afirmou a mulher, que não teve o nome divulgado.
Ainda na sexta-feira, 20, o governo do Acre informou que a obra entrou na fase final. Segundo a Secretaria de Estado de Obras Públicas, a previsão é de que o primeiro bloco seja entregue até abril, com investimento superior a R$ 5 milhões. A intervenção inclui modernização da estrutura física, climatização, cobertura, adequações elétricas e instalação de novos equipamentos.
Até a última atualização, a rodovia permanecia fechada.
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