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MP abre investigação criminal sobre denúncia de estupro coletivo envolvendo atletas do Vasco-AC

MP abre investigação criminal sobre denúncia de estupro coletivo envolvendo atletas do Vasco-AC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou procedimento investigatório criminal para apurar denúncia de violência sexual coletiva contra duas mulheres, que teria ocorrido no dia 13 de fevereiro e sido praticada por quatro atletas da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC). A apuração está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.

O caso ganhou repercussão após a prisão de jogadores do clube sob suspeita de envolvimento no suposto estupro coletivo. Nesta sexta-feira, 20, a defesa confirmou que protocolou pedidos de revogação de prisão e Habeas Corpus (HC) junto ao Poder Judiciário, buscando a soltura dos atletas.

O que está sendo investigado

Além da denúncia de violência sexual, o MPAC também apura declarações atribuídas ao treinador da equipe e outras manifestações públicas feitas após o caso, que podem indicar incentivo à discriminação ou à violência contra mulheres, além de possível apologia a crime.

O procedimento inclui ainda a análise de atos de apoio a jogadores apontados como envolvidos, registrados durante a partida realizada na última quinta-feira, dia 19, na Arena da Floresta.

A investigação segue as regras da Resolução nº 181/2017 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e tem como objetivo esclarecer os fatos, apurar eventuais responsabilidades e verificar se houve omissão ou falha de órgãos da justiça desportiva na adoção de providências.

Medidas determinadas

No curso da apuração, o MPAC determinou:

Os órgãos acionados terão prazo de dez dias para prestar as informações solicitadas.

Defesa contesta acusações

A defesa dos atletas sustenta que a versão apresentada até o momento não corresponde à realidade dos fatos. O advogado Atevaldo Santana, que representa Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario, afirmou que já foram protocolados pedidos de revogação de prisão e Habeas Corpus.

Segundo o defensor, parte dos pedidos foi direcionada ao juiz de primeira instância que decretou a prisão e outro já tramita no tribunal. A expectativa da defesa é que haja decisão judicial sobre a liberdade dos jogadores nos próximos dias.

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