O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu novamente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a concessão de prisão domiciliar humanitária.
O documento foi encaminhado na manhã desta quarta-feira (11/2). Os advogados citam que Bolsonaro tem multimorbidade grave, pontuando que peritos da Polícia Federal (PF) elencaram riscos graves à saúde do ex-chefe do Palácio do Planalto.
“O quadro de multimorbidade grave, composto por doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes, alterações funcionais e a interação dos medicamentos necessários foi corroborado por todos os laudos apresentados. Assim como a potencialização de riscos clínicos de elevada gravidade”, citam a defesa.
Os advogados prosseguem: “O histórico médico documenta sucessivas internações, múltiplas intervenções cirúrgicas abdominais, episódios recorrentes de pneumonia aspirativa, apneia obstrutiva do sono em grau grave, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose coronariana e carotídea, além de alterações neurológicas, instabilidade postural e uso contínuo de medicações com efeitos centrais e cardiovasculares”.
Preso na Papudinha, Bolsonaro, segundo a defesa, pode ter risco de morte aumentado caso permaneça no local, especialmente porque a unidade não possui ambulatório para atendimento rápido.
Com base nesse laudo da PF, que indicou que Bolsonaro está em condição estável, além de exames realizados pelo ex-presidente, a defesa pediu a concessão da prisão domiciliar e, se necessário, até com uso de tornozeleira eletrônica.
O pedido ainda não foi analisado pelo ministro, relator das ações relacionadas à tentativa de golpe. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
Por: Metrópoles








