A apuração dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro aconteceu nesta quarta-feira (18) na Cidade do Samba, na Zona Portuária.
No total, 12 escolas de samba competiram pelo título de campeã, que quem levou foi a Viradouro.
Os quesitos avaliados foram: bateria; harmonia; evolução; samba enredo; enredo; mestre-sala e porta-bandeira; comissão de frente; alegoria; e fantasia.
No entanto, a agremiação, Acadêmicos de Niterói será rebaixada para a Série Ouro em 2027.
Confira a ordem da classificação geral das escolas do Rio de Janeiro
- Unidos do Viradouro – 270,0
- Beija-Flor de Nilópolis – 269,9
- Unidos de Vila Isabel – 269,9
- Acadêmicos do Salgueiro – 269,7
- Imperatriz Leopoldinense – 269,4
- Estação Primeira de Mangueira – 269,
- Unidos da Tijuca – 268,7
- Acadêmicos do Grande Rio – 268,7
- Paraíso do Tuiuti – 268,5
- Portela – 267,9
- Mocidade Independente de Padre Miguel – 267,4
- Acadêmicos de Niterói – 264,6
Como foram os desfiles do Grupo Especial no Rio de Janeiro
Os desfiles de escolas de samba do Grupo Especial no Rio de Janeiro começaram na noite de domingo (15) com Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira passando pelo sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Cada escola faz apresentações de 80 minutos, com temas que passam por política, música, homenagem a artistas e cultura afro-brasileira.
A Acadêmicos de Niterói, estreante no grupo Especial após ter conquistado o título da Série Ouro de 2025, entrou na avenida com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O tema foi desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e o enredista Igor Ricardo.
O tema escolhido pela Imperatriz Leopoldinense foi o cantor Ney Matogrosso. O enredo, batizado de “Camaleônico”, celebrou um dos mais importantes cantores da MPB, exaltando “a obra e a virtuosidade performática do intérprete de sucessos como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “O Vira”, “Homem com H” e “Metamorfose Ambulante”.
Terceira agremiação a desfilar na Sapucaí na madrugada desta segunda-feira (16), a Portela apresentou o samba enredo “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. A agremiação contou a história do Rio Grande do Sul a partir de Custódio Joaquim de Almeida, príncipe do Benin que passou a viver na região.
A Estação Primeira de Mangueira trouxe tradições afro-indígenas da Amazônia ao contar a história do Mestre Sacaca, um grande curandeiro do estado do Amapá. “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra” foi conduzido pelo carnavalesco Sidnei França, que foi para o segundo ano na verde e rosas, e pelos pesquisadores Sthefanye Paz e Felipe Tinoco.
A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que aconteceu entre a noite de segunda-feira (16) e a madrugada de terça (17), foi marcada por homenagens e grandes apresentações das escolas Beija-Flor e Unidos do Viradouro.
Quatro escolas passaram pela Marquês de Sapucaí destacando sambas-enredo que contaram histórias da cantora Rita Lee e da escritora Carolina Maria de Jesus.
A primeira escola a entrar na Sapucaí foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, que apresentou o samba-enredo “Rita Lee, A Padroeira da Liberdade”, assinado pelo carnavalesco Renato Lage.
Um dos carros que desfilou no meio da escola fez uma homenagem ao cachorro Orelha, que foi representado ao lado de outros animais. Rita Lee era uma fervorosa ativista da causa animal e vegana, dedicando grande parte da sua vida ao resgate e defesa dos direitos dos bichos.
A Beija-Flor, escola da Baixada Fluminense, contou a história do candomblé de rua de Santo Amaro de Purificação, o Bembé do Mercado, no Recôncavo Baiano.
O desfile da agremiação é novamente assinado por João Vitor Araújo, carnavalesco responsável pelo desfile sobre Laíla que levou a azul e branco de Nilópolis ao título no Carnaval de 2025.
A Unidos do Viradouro passou pela Marquês de Sapucaí e um dos destaques foi a volta da rainha de bateria Juliana Paes, que estava fora do posto há 17 anos. O retorno aconteceu para a homenagem da agremiação ao Mestre Ciça, tema do samba-enredo deste ano.
Por fim, a escola de samba Unidos da Tijuca homenageou a escritora Carolina Maria de Jesus no Carnaval de 2026. O título do enredo foi o nome da própria homenageada, considerada uma das principais vozes na literatura brasileira.
Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro completaram as 12 agremiações que disputam o título do Carnaval 2026.
Primeira a entrar na avenida, a Paraíso de Tuiuti traz o enredo “Lonã Ifá Lukumi” com a ideia de apresentar a vertente religiosa afro-cubana. O carnavalesco Jack Vasconcelos é o responsável pelo que a agremiação de São Cristovão leva para a Marquês de Sapucaí.
O intérprete Pixulé cantou Orunmila, a ancestralidade iorubana e a travessia que liga África, Cuba e Brasil. Mayara Lima desfilou como a rainha de bateria da escola – que entrou na Sapucaí com 25 alas, 5 carros alegóricos mais 1 tripé e 3100 componentes. A agremiação encerrou seu desfile antes dos 80 minutos, limite que cada uma tem para fazer o percurso.
A Unidos de Vila Isabel veio com um enredo sobre Heitor dos Prazeres: “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África” é de autoria dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad e do enredista Vinicius Natal. A dupla, inclusive, fez sua estreia na escola de Martinho da Vila após uma passagem pela Grande Rio.
Sabrina Sato, que ocupa o posto de rainha de bateria da escola de samba, recebeu o carinho e o incentivo do marido, Nicolas Prattes, momentos antes de desfilar. O casal trocou beijos pouco antes de ela seguir para a Avenida.
Antes da apresentação, a agremiação passou por um imprevisto: um dos carros alegóricos ficou preso sob um viaduto, exigindo que parte da estrutura fosse desmontada rapidamente para que o veículo pudesse seguir caminho.
Depois do contratempo, o carro conseguiu atravessar o trecho e a equipe refez a parte retirada. Com a situação resolvida, a escola entrou na avenida sem maiores dificuldades.
Depois de fazer muito mistério, a Grande Rio foi a terceira a desfilar, levando para a Sapucaí um enredo sobre o manguebeat, movimento cultural brasileiro que surgiu em Recife (PE) no início dos anos 90, misturando ritmos regionais como o maracatu com rock, hip-hop, e música eletrônica. Seu objetivo era “antropofagizar” influências globais e locais, criando uma sonoridade única e um discurso crítico sobre a desigualdade social e o descaso com o meio ambiente.
Antes de entrar na avenida, a influenciadora Virginia Fonseca, que estreou como Rainha de Bateria da escola de samba, transmitiu ao vivo na Twitch os momentos de preparação e mostrou os bastidores do desfile.
Durante a live, ela exibiu os presentes enviados pelo namorado, Vinícius Júnior, que está em Madri, na Espanha, e comentou que estava ansiosa para a estreia no Carnaval do Rio.
No aquecimento que antecedeu a apresentação, Virginia acabou recebendo vaias ao ser anunciada como rainha de bateria da escola.
Além disso, uma das baianas da agremiação chegou a desmaiar durante a apresentação na frente dos jurados, causando preocupação nos presentes.
Fechando o Carnaval do grupo Especial do Rio de Janeiro pela primeira vez, Acadêmicos do Salgueiro homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu em julho de 2024, com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, do bacalhau e do pirata da perna-de-pau”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira, que chegou à escola no Carnaval de 2025, e pelo enredista Leonardo Antan. Allan Barbosa e Ricardo Hessez também fazem parte da equipe criativa da agremiação.
A rainha Viviane Araújo chamou atenção ao desfilar vestindo uma fantasia de pirata, em cima de uma plataforma que simulava um navio.
Por: CNN Brasil








