Desde que Viviane Araujo entrou em cena em “Três Graças” como Consuelo, ex-namorada de Misael (Belo), a novela passou a operar numa zona curiosa de espelhamento entre ficção e realidade. Não se trata apenas de um reencontro de dois artistas populares, mas de um jogo que inevitavelmente ativa a memória do público: Viviane e Belo também formaram um casal na vida real, com um relacionamento de quase dez anos, encerrado em 2007, em meio a polêmicas.
Essa sobreposição de histórias cria um tipo de curiosidade dramática que extrapola o roteiro. A cada diálogo que menciona mágoas do passado, ou idas e vindas, parte da audiência faz associações com o histórico real do ex-casal, ainda que os personagens tenham trajetórias próprias.
Um exemplo recente dessa aproximação entre arte e vida aconteceu na sequência em que Consuelo revelou ao grupo envolvido no roubo da estátua As Três Graças que Misael planejava matar Ferette (Murilo Benício). No meio da conversa, ela afirma que não pretende visitar o ex na prisão. Fora da ficção, sabe-se que Viviane esteve ao lado de Belo durante o período em que ele foi preso, no início dos anos 2000, e realizou visitas constantes ao cantor. Se, por um lado, esse tipo de coincidência é capaz de divertir e instigar o público, por outro, em alguns momentos, beira o exagero, criando certo constrangimento ao ver os atores dizendo em cena falas que soam próximas demais de episódios conhecidos de suas biografias.
Nos próximos capítulos, Consuelo será presa após passar a gerenciar parte do dinheiro encontrado na estátua e receber a missão de comprar remédios para a comunidade. Já Misael atira em Ferette durante um evento na Chacrinha. Curiosamente, o primeiro beijo de amor entre Consuelo e Misael ainda ficará para mais adiante. Antes disso, Consuelo desarma Misael aproveitando-se de sua distração, enquanto ele a beija apenas para despistar a polícia. Fique de olho: a cena vai ao ar nesta sexta-feira (13)!








