Ícone do site Jornal A Gazeta do Acre

Acisa alerta para riscos econômicos com o fim da jornada 6×1; consumidor acreano pode pagar o preço

Acisa alerta para riscos econômicos com o fim da jornada 6x1; consumidor acreano pode pagar o preço

Presidente da Acisa, Patrícia Dossa (Foto: Arquivo Pessoal)

Em entrevista à GAZETA, nesta terça-feira, 17, a presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), Patrícia Dossa, manifestou preocupação com a proposta de extinção da escala de trabalho 6×1.

Segundo a representante do setor produtivo acreano, a mudança, se implementada sem um debate profundo sobre a desoneração de encargos, pode desencadear uma onda de desemprego e o aumento nos preços de produtos e serviços.

Para Dossa, a redução da jornada sem uma contrapartida proporcional nos encargos trabalhistas impacta diretamente a sustentabilidade financeira das empresas. Ela destaca que o setor de comércio e serviços, que opera com margens de lucro estreitas, sentirá o peso imediato no custo da folha de pagamento.

“Para o comércio, isso significa aumento de despesas operacionais. Quando o custo sobe, as empresas precisam se adaptar. Isso pode resultar em menos contratações, reestruturações ou reajustes de preços”, explica a presidente.

Defesa da sustentabilidade empresarial

A Acisa reforça que a posição não é de oposição ao trabalhador, mas sim um alerta sobre a viabilidade do negócio. Patrícia pontua que empresas “fragilizadas” perdem a capacidade de manter postos de trabalho, gerando um efeito reverso ao pretendido pela medida.

Os principais pontos de preocupação levantados pela entidade são: a necessidade de medidas governamentais que equilibrem os custos adicionais; a importância de um debate amplo antes de qualquer alteração legislativa e a avaliação do risco real de que a alta dos custos seja transferida para a população através da inflação.

A presidente a entrevista concluiu reiterando o papel da Acisa na preservação dos empregos e na defesa de um ambiente de negócios equilibrado. Para a entidade, sem uma reforma que desonere a folha, o ônus da mudança recairá, invariavelmente, sobre o consumidor final.

“Defendemos que qualquer mudança venha acompanhada de medidas que equilibrem a equação econômica”, observou.

Sair da versão mobile