O Acre está entre os estados com menor nível de transparência na divulgação de dados sobre armas de fogo sob responsabilidade das forças de segurança, segundo o ranking nacional elaborado pelo Instituto Sou da Paz em parceria com o Instituto Igarapé. O levantamento aponta que Acre, Amapá e Piauí registraram os piores resultados entre as 27 unidades da federação, e nenhum estado alcançou nível alto de transparência.
A pesquisa analisou respostas fornecidas pelas polícias estaduais a pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) entre 2021 e 2023. No período, as corporações de segurança deixaram de responder a 73% das solicitações enviadas pelos institutos, considerando dados relacionados à apreensão, custódia, rastreamento e destruição de armas, além de compras públicas e ocorrências de furtos ou roubos de armamentos.
De acordo com o estudo, a baixa transparência impede o acompanhamento público do controle de armas que ficam sob responsabilidade dos estados. As polícias estaduais são responsáveis por apreender cerca de 95% das armas recolhidas no país, além de realizar perícias, investigar a origem dos armamentos, manter a guarda e executar a destruição do material.
O levantamento também identificou falhas na investigação da procedência das armas apreendidas. Apenas quatro polícias estaduais informaram possuir protocolos específicos para esse tipo de análise, o que, segundo os pesquisadores, dificulta o uso dessas informações para orientar políticas de prevenção à violência.
A avaliação considerou critérios como cumprimento dos prazos legais de resposta e qualidade das informações fornecidas. Estados como Tocantins, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Mato Grosso do Sul apresentaram níveis médios de transparência, enquanto o Acre permaneceu entre os últimos colocados do ranking nacional.








