O Acre está entre os estados contemplados na nova estratégia nacional de vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária. A ação, iniciada nesta semana pelo Ministério da Saúde, deve beneficiar 6.852 trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, com 2.966 doses já encaminhadas e novas remessas previstas para as próximas semanas.
A campanha utiliza a vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e produzida integralmente no país. A prioridade inicial é proteger profissionais que atuam diretamente no atendimento à população, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e equipes multiprofissionais das unidades básicas.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a estratégia começa pelos trabalhadores que estão na linha de frente do SUS. “A vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS. São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue e também aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos da doença”, afirmou.
Ampliação prevista para a população
A vacinação para o público geral — pessoas entre 15 e 59 anos — está prevista para o segundo semestre, conforme o aumento da capacidade de produção da vacina pelo Instituto Butantan. O Ministério da Saúde investiu R$ 368 milhões na compra inicial de 3,9 milhões de doses.
Além disso, a produção deve crescer com a transferência de tecnologia para a empresa chinesa WuXi Vaccines, o que pode ampliar a oferta de doses em até 30 vezes.
Quem pode se vacinar nesta fase
O público prioritário inclui profissionais assistenciais e de prevenção da Atenção Primária, como médicos, enfermeiros, técnicos, odontólogos, agentes comunitários e agentes de combate às endemias, além de trabalhadores administrativos e de apoio das unidades básicas, como recepcionistas, motoristas de ambulância, profissionais da limpeza e seguranças.
Cenário da dengue no país
Apesar da queda nos casos de dengue no Brasil em 2025 — redução de 74% em comparação a 2024 — o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação aliada às ações de controle do mosquito Aedes aegypti. No ano passado, foram registrados cerca de 1,7 milhão de casos prováveis e aproximadamente 1,7 mil mortes pela doença no país.
A eliminação de criadouros do mosquito continua sendo a principal forma de prevenção, com a vacinação funcionando como medida complementar na proteção contra a dengue, chikungunya e zika.