Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceram no Acre em 2026 e já superam os registros do mesmo período dos dois anos anteriores. Até a semana epidemiológica 7, encerrada em 21 de fevereiro, o estado contabilizou 395 notificações da forma grave da doença, conforme boletim divulgado nesta sexta-feira, 27, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
No mesmo intervalo de tempo, foram registrados 286 casos em 2025 e 257 em 2024, o que evidencia avanço nas hospitalizações por quadros respiratórios graves neste início de ano.
Segundo o levantamento, o aumento das internações está associado principalmente à circulação de Influenza A, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O Acre apresenta comportamento diferente da tendência observada em grande parte do país, com crescimento nos casos graves de Influenza A quando comparado aos dados nacionais.
O avanço das hospitalizações colocou o estado em nível de alerta no indicador geral de SRAG até a primeira semana de fevereiro, com maior impacto entre crianças pequenas.
Os registros apontam que Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram o maior número de notificações da doença, refletindo também maior demanda nas unidades hospitalares dessas regiões.
Perfil dos casos
Crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos seguem como os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença, com maiores taxas de internação.
Apesar da alta nas notificações, o número de óbitos em 2026 é inferior ao observado nos anos anteriores. Até a semana 7, foram registrados 15 óbitos, contra 21 no mesmo período de 2024 e 42 em 2025.
A Sesacre reforça a importância da vacinação contra influenza e da adoção de medidas preventivas, especialmente entre crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.








