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Acre tem mais de 500 km² sob risco de desmatamento em 2026; Resex Chico Mendes está entre áreas ameaçadas

Acre tem mais de 500 km² sob risco de desmatamento em 2026; Resex Chico Mendes está entre áreas ameaçadas

Foto: Pedro Devani/Secom

Áreas do Acre aparecem entre as regiões com risco de desmatamento na Amazônia em 2026, segundo levantamento do instituto Imazon baseado na plataforma PrevisIA, que utiliza inteligência artificial para identificar territórios sob maior pressão ambiental. O estudo aponta a necessidade de direcionar ações preventivas para conter novas derrubadas.

De acordo com os dados, o Acre possui cerca de 545 km² com risco de desmatamento, ficando entre os estados da Amazônia com áreas sob alerta. No total da região amazônica, a ferramenta identificou aproximadamente 5.501 km² ameaçados neste ano, com o objetivo de antecipar áreas críticas e subsidiar políticas de prevenção.

Entre as unidades de conservação mais pressionadas está a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, com cerca de 51 km² classificados sob risco, figurando entre as dez áreas protegidas com maior possibilidade de desmatamento na Amazônia.

Níveis de risco no Acre

O estudo também detalha a distribuição do risco no estado:

A classificação por níveis serve para orientar ações de prevenção e fiscalização em áreas consideradas mais vulneráveis.

Uso de tecnologia para prever desmatamento

A plataforma PrevisIA utiliza dados ambientais, históricos de desmatamento e variáveis socioeconômicas para estimar onde há maior probabilidade de novas derrubadas. A metodologia segue o calendário do desmatamento usado em monitoramentos oficiais.

Segundo os pesquisadores, o uso de inteligência artificial permite antecipar tendências e direcionar esforços para evitar perdas florestais antes que elas ocorram.

Estradas e pressão sobre a floresta

O levantamento também aponta a relação entre infraestrutura viária e desmatamento. Dados analisados indicam que cerca de 95% da devastação ocorre a até 5,5 km de estradas, o que evidencia a influência da abertura de vias no avanço sobre áreas de floresta.

O monitoramento busca apoiar ações de prevenção, fiscalização e planejamento ambiental para reduzir a perda de vegetação nativa e preservar áreas estratégicas da Amazônia.

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