O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), afirmou que determinou a exoneração de servidores e encaminhou o caso relacionado ao projeto “Aedes do Bem” aos órgãos de controle após tomar conhecimento de possíveis irregularidades administrativas na contratação do serviço. Segundo ele, a decisão incluiu o envio das informações à Controladoria-Geral do Município, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Controladoria-Geral da União.
De acordo com o prefeito, a exoneração ocorreu de forma imediata após a identificação de problemas na execução do contrato. “Assim que eu fiquei sabendo do problema que tinha, imediatamente exonerei secretário, exonerei diretor, exonerei quem tinha que exonerar e mandei tudo para a Controladoria Geral do Município para fazer um relatório”, declarou. Ele acrescentou que, após a conclusão do relatório, a documentação foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela apuração como Controladoria Geral da União, Ministério Público Estadual e Federal.
Bocalom afirmou ainda que não admite irregularidades na gestão municipal e disse que a negligência identificada levou à saída dos responsáveis. “Eu não vou admitir de jeito nenhum que assessores façam coisas erradas dentro da nossa gestão”, afirmou.
O projeto “Aedes do Bem” consiste na liberação controlada de mosquitos modificados ou esterilizados para reduzir a população do Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A técnica utiliza insetos machos que, ao cruzarem com as fêmeas selvagens, impedem a reprodução viável da espécie, estratégia já testada em cidades brasileiras como forma de controle biológico do mosquito transmissor.







