O Acre registrou aumento nos casos graves de doenças respiratórias nas primeiras semanas de 2026. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 5, foram 280 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), número superior ao observado no mesmo período de 2025, com 203 casos, e também acima de 2024, quando houve 147 registros, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
De acordo com o documento, a partir da segunda semana epidemiológica de janeiro foi observado um crescimento nas hospitalizações por SRAG no estado, com predominância de casos associados ao vírus Influenza A. O Acre chegou a atingir nível de alerta no indicador geral de SRAG, conforme os parâmetros de monitoramento epidemiológico vigentes.
Grupos mais afetados
O boletim aponta que crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais suscetíveis aos quadros graves e com maiores taxas de internação por doenças respiratórias. Também há indicação de maior pressão sobre os serviços hospitalares pediátricos.
Já nos atendimentos ambulatoriais por síndrome gripal sem gravidade, a faixa etária de 20 a 29 anos é a que mais procura as unidades sentinelas no estado.
Prevenção
O boletim reforça a importância da manutenção das medidas preventivas, como higiene das mãos, uso de máscaras por pessoas com sintomas respiratórios e a adoção da chamada etiqueta respiratória, conforme orientações dos protocolos nacionais de vigilância para vírus respiratórios.