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“Dá pra investir sem privatizar”, diz presidente do Saerb ao anunciar mais de R$ 50 milhões no abastecimento da capital

“Dá pra investir sem privatizar”, diz presidente do Saerb ao anunciar mais de R$ 50 milhões no abastecimento da capital

Foto: Vitor Paiva

A Prefeitura de Rio Branco anunciou investimento de R$ 51,5 milhões no sistema de abastecimento de água da capital. A informação foi apresentada nesta sexta-feira, 13, pelo prefeito Tião Bocalom e pela direção do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), durante reunião na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra).

De acordo com a prefeitura, os recursos são provenientes da arrecadação do próprio Saerb e do município e serão aplicados na construção e ampliação de reservatórios, além da setorização da rede de abastecimento.

Segundo o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, o investimento faz parte de uma estratégia para manter o serviço sob gestão pública. Ele afirmou que a aplicação dos recursos demonstra a capacidade do sistema de continuar operando sem concessão privada, destacando a necessidade de equilíbrio financeiro e pagamento regular das contas pelos usuários.

O gestor também afirmou que eventual privatização exigiria debate com a sociedade e poderia resultar em contratos de longo prazo. Ele avaliou que modelos de concessão costumam prever retorno financeiro ao investidor, o que, segundo ele, tende a impactar tarifas.

Enoque Pereira destacou ainda que o sistema enfrenta limitações estruturais, incluindo redes antigas que necessitam substituição. Conforme explicou, a cidade possui tubulações com décadas de uso, o que pode provocar rompimentos quando há aumento de pressão ou dificuldades no abastecimento em áreas mais distantes.

A prefeitura informou que os investimentos buscam reduzir esses gargalos, ampliar a capacidade de distribuição e melhorar a regularidade no fornecimento de água.

O diretor-presidente do Saerb acrescentou que, nos últimos quatro anos, foram investidos mais de R$ 221 milhões no sistema, somando custeio e melhorias. Segundo ele, esta é a primeira vez, em 28 anos de existência da autarquia, que investimentos estruturais são realizados com recursos próprios, sem repasses federais.

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