Ícone do site Jornal A Gazeta do Acre

“Faria tudo novamente”, diz Guida Aquino em tom de despedida da reitoria da Ufac

“Faria tudo novamente”, diz Guida Aquino em tom de despedida da reitoria da Ufac

Foto: Reprodução

A reitora da Universidade Federal do Acre, Guida Aquino, ficou emocionada ao discursar durante agenda com o ministro da Educação, Camilo Santana, nesta quarta-feira, 25, e fez um balanço dos quase oito anos à frente da instituição. Ela afirmou que encerra o mandato, em agosto, com a sensação de dever cumprido.

“Eu estou muito emocionada. Muito emocionada. Eu estou finalizando meu mandato esse ano, agora em agosto, e trabalhei muito, trabalhei muito por essa universidade que se tornou a minha primeira família”, declarou.

Guida destacou que a universidade foi o projeto de sua vida e que buscou honrar a confiança da comunidade acadêmica. “A Ufac foi meu projeto de vida e eu procurei honrar, enquanto segunda mulher reitora de uma instituição de 62 anos e a primeira reitora reeleita, cada voto de confiança que eu tive nessa comunidade, dando o meu melhor”, afirmou.

Ela ressaltou que a gestão foi construída de forma coletiva. “Sozinha a gente não faz nada, mas juntos sempre somos mais fortes”, disse, ao agradecer à equipe de gestão, parlamentares parceiros, comunidade acadêmica e familiares.

Ao mencionar a família, a reitora voltou a se emocionar. “A minha filha tinha seis anos quando eu assumi a reitoria e hoje ela fez 19. Eu perdi parte da infância da minha Mel, mas eu fiz e faria tudo novamente, porque a Universidade Federal do Acre merece a nossa dedicação”, afirmou.

Investimento e expansão

Durante a fala, Guida Aquino citou investimentos recentes, como a construção do novo campus em Brasiléia. “Lá está sendo a obra do parque, 40 milhões, um campus com seis cursos, sala de aula, laboratório, restaurante universitário, biblioteca. Um campus na fronteira do Alto Acre e, por que não dizer futuramente, um campus internacional”, declarou.

Ela também mencionou o projeto do hospital universitário. “50 milhões que o ministro já falou de um hospital que a gente hoje já poderia estar aqui inaugurando, celebrando um hospital universitário”, afirmou.

Segundo a reitora, a unidade teria impacto direto na população do interior. “As filas de tratamento fora de domicílio desse estado iam diminuir. Pessoas que vêm lá do Jordão, Santa Rosa, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, só chegam de barco ou de avião. São pessoas que às vezes chegam aqui e não chegam mais nem com vida”, disse.

Guida defendeu que o hospital seria estratégico para o atendimento de doenças tropicais da Amazônia e para a formação acadêmica na área da saúde.

Política indígena e inclusão

A reitora destacou avanços na política indígena dentro da universidade. “Uma universidade amazônica onde os povos originários não tinham oportunidade de entrar no curso de medicina, no curso de direito, e não apenas uma vaga em cada curso de graduação. Isso foi aprovado no Conselho Universitário, reconhecendo o valor deles”, afirmou.

Ela também reforçou que a função de reitor vai além de agendas institucionais. “Estar reitor não é participar de eventos, não é somente fazer agenda de gabinete. É pensar na política macro da universidade, trazer recursos, políticas importantes”, declarou.

Reconhecimento ao governo federal

Ao encerrar, Guida Aquino disse concordar com as declarações do ministro e elogiou os investimentos federais nas universidades públicas. “Eu corroboro com as palavras do ministro Camilo Santana. O presidente que mais valorizou as universidades públicas desse país foi e é o presidente Lula”, afirmou, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela concluiu reforçando o sentimento de gratidão. “Eu só tenho a agradecer. A educação transforma vidas, transforma o país, e é por isso que eu fiz e faria tudo novamente”, declarou.

Em tom emocionado, a reitora finalizou dizendo que as palavras eram fruto de uma trajetória pessoal e institucional. “São palavras do meu coração”, concluiu.

Sair da versão mobile