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Malária cresce mais de 180% em município do Acre mesmo com queda geral no estado

Malária cresce mais de 180% em município do Acre mesmo com queda geral no estado

Mosquito Anopheles infectado pelo microrganismo Plasmodium é o transmissor da malária. Foto: internet

Mesmo com a redução geral de casos de malária no Acre entre 2024 e 2025, um município seguiu na contramão da tendência estadual. Dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que Plácido de Castro registrou aumento superior a 180% nos casos da doença, passando de 98 ocorrências em 2024 para 278 em 2025.

No estado como um todo, os registros caíram de 5.497 para 3.357 casos no mesmo período, o que representa redução de 38,9%, conforme o boletim.

Crescimento localizado

O levantamento indica que o avanço dos casos em Plácido de Castro foi o principal fator para o aumento de 54,5% nos registros da Regional do Baixo Acre, mesmo com reduções observadas em outros municípios dessa regional.

Já a Regional do Alto Acre permaneceu sem registros de casos autóctones nos dois anos analisados, enquanto a Regional do Juruá/Tarauacá–Envira apresentou redução expressiva de 43,7% nos casos de malária.

Dados por município e regionais

Confira abaixo os números do cenário epidemiológico da malária por município nas três regionais de saúde do Acre, considerando casos autóctones registrados em 2024 e 2025:

Município / Regional Casos 2024 Casos 2025 Variação (%)
Acrelândia 18 4 -77,8
Bujari 0 0 0
Capixaba 0 0 0
Jordão 1 0 -100
Manoel Urbano 0 0 0
Plácido de Castro 98 278 183,7
Porto Acre 5 0 -100
Rio Branco 13 13 0
Sena Madureira 0 0 0
Senador Guiomard 131 116 -11,5
Regional Baixo Acre 266 411 54,5
Assis Brasil 0 0 0
Brasiléia 0 0 0
Epitaciolândia 0 0 0
Xapuri 0 0 0
Regional Alto Acre 0 0 0
Cruzeiro do Sul 3.752 2.459 -34,5
Feijó 0 0 0
Mâncio Lima 688 266 -61,3
Marechal Thaumaturgo 156 28 -82,1
Porto Walter 138 23 -83,3
Rodrigues Alves 372 118 -68,3
Tarauacá 125 52 -58,4
Regional Juruá/Tarauacá-Envira 5.231 2.946 -43,7

Fonte: Boletim Epidemiológico da Malária – Sesacre (dados atualizados até 30/01/2026).

O boletim aponta que, apesar da redução geral da malária no estado, persistem focos localizados de transmissão que exigem vigilância contínua, diagnóstico precoce e ações direcionadas para evitar novos aumentos da doença.

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