O Acre não é um território desconhecido para a Mpox. Entre 2022 e 2025, o estado registrou 63 notificações e quatro casos confirmados da doença. Agora, em meio ao alerta regional após confirmações em Porto Velho (RO), Rio Branco investiga um caso suspeito da doença, conforme informado pela Secretaria Municipal de Saúde.
Do total de casos confirmados entre 2022 e 2025, apenas dois ocorreram efetivamente em território acreano, segundo explica o coordenador do Núcleo Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Sesacre, Jozadaque Bezerra.
“Dos casos registrados no Acre entre 2022 e 2025, o estado contabilizou quatro ocorrências no total. É importante esclarecer que apenas dois desses casos ocorreram de fato dentro do nosso território, ambos em Rio Branco. Os outros dois registros referem-se a pacientes residentes em Cruzeiro do Sul e Sena Madureira que contraíram a doença durante viagens fora do estado. Como o protocolo de vigilância atribui a notificação ao município de residência do paciente, esses casos aparecem nos nossos dados epidemiológicos, embora a infecção não tenha ocorrido nessas cidades”, observou o gestor.
O caso suspeito atualmente em investigação na capital envolve uma mulher, que está sendo acompanhada pelas equipes de saúde e aguarda resultado de exames laboratoriais para confirmação ou descarte do diagnóstico.
Esse histórico de circulação do vírus é apontado como base para o reforço da vigilância em toda a rede hospitalar acreana. A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) mantém alerta epidemiológico ativo para garantir que as equipes estejam preparadas para identificar, notificar e acompanhar rapidamente qualquer ocorrência suspeita.
As notificações funcionam como instrumento de monitoramento da situação sanitária. O protocolo começa quando o paciente apresenta sintomas como lesões na pele, febre ou dores no corpo e procura atendimento. A partir daí, são coletadas informações clínicas e dados sobre deslocamento recente, o que auxilia na identificação da possível origem da infecção.
Vigilância intensificada
Embora o cenário no estado seja de monitoramento, a vigilância hospitalar foi intensificada como medida preventiva, especialmente após registros em estados vizinhos.
A orientação das autoridades permanece a mesma: ao identificar lesões suspeitas na pele ou outros sintomas compatíveis com Mpox, a população deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica.