Após dias de monitoramento crítico e transtornos provocados pelo transbordo, o Rio Acre consolidou sua tendência de vazante e saiu da cota de alerta na capital acreana. De acordo com o boletim da Defesa Civil Municipal, o nível do rio marcou 13,18 metros às 5h20 desta quinta-feira, 5, situando-se abaixo da marca de alerta, que é de 13,50 metros.
O recuo é significativo se comparado ao início da semana. Na última segunda-feira, 2, o manancial atingiu o ápice de 15,31 metros, inundando bairros e deixando milhares de famílias desabrigadas ou desalojadas.
A melhora no cenário foi impulsionada pela ausência de chuvas volumosas nas últimas 24 horas. Segundo os registros do coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, o acumulado de precipitação foi zerado entre quarta e quinta-feira.
A descida do nível ocorreu de forma constante nas últimas 24 horas: na quarta-feira, 4, às 05h19 a cota foi de 14,46m (acima da cota de transbordo), já às 15h reduziu para 13,99m (abaixo do transbordo), na meia noite foi de 13,51m (no limite da cota de alerta), chegando hoje a 13,18m.
Impactos da enchente
Apesar da melhora no nível do manancial, os impactos da enchente ainda atingem milhares de pessoas. Até o momento, cerca de 12 mil moradores foram afetados em Rio Branco, sendo aproximadamente sete mil na zona urbana e cinco mil na zona rural.
Ao todo, 23 comunidades foram atingidas pela cheia, com cinco ainda em situação de isolamento, dependendo do uso de embarcações para deslocamento.
No Parque de Exposições Wildy Viana, a prefeitura segue prestando assistência a 30 famílias, que somam 89 pessoas e 19 animais de estimação, além de sete famílias indígenas acolhidas no local. Outras cerca de 70 pessoas permanecem desalojadas, abrigadas em casas de parentes ou amigos.








