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Nível do Rio Acre sobe em Brasileia, mas situação permanece sob controle no Alto Acre

Nível do Rio Acre sobe em Brasileia, mas situação permanece sob controle no Alto Acre

Foto: Arquivo/Prefeitura

O monitoramento do Rio Acre na região do Alto Acre registrou variações nas últimas 48 horas devido às chuvas distribuídas ao longo de toda a bacia. Em Brasileia, o nível das águas ultrapassou a marca dos 3,50 metros, apresentando uma tendência de elevação que deve se estender até esta terça-feira, 10.

De acordo com o major Emerson Sandro, coordenador da Defesa Civil Municipal, apesar da subida, o cenário atual é de normalidade.

“Estamos aguardando aqui em Brasileia que o rio se eleve mais um pouco. Ele chegou a praticamente 2 metros e agora já está acima de 3. É bem provável que de hoje para amanhã ele suba mais, mas até o momento não há preocupação, continua dentro da normalidade”.

O comportamento do rio nas cidades vizinhas indica um fluxo dinâmico. Na Aldeia dos Patos, após uma elevação recente, o rio já apresenta sinal de vazante, atingindo a marca de 4,97m. Em Assis Brasil, o nível subiu para 6,96m, mas a expectativa é que também comece a baixar em breve, acompanhando o movimento registrado em Aldeia dos Patos.

Ponte José Augusto

Além do nível das águas, a Defesa Civil e órgãos de infraestrutura monitoram pontos críticos de erosão. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Deracre realizaram vistorias na área abaixo da Ponte Governador José Augusto para avaliar processos de desmoronamento e movimentação de massa.

Segundo o major, a execução de reparos definitivos é complexa neste período.

“Estamos estudando a melhor forma de intervenção. Fazer um paliativo agora é arriscado, pois se as águas subirem muito, podemos perder o material novamente. O ideal é aguardar o início do verão para um serviço mais bem feito e definitivo contra essas erosões que se intensificam com as chuvas”, explicou.

A previsão é que o Rio Acre continue apresentando picos de subida durante todo o mês de fevereiro e março, período característico do inverno amazônico na região.

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