O professor de história e produtor cultural Rodrigo Almeida, de 31 anos, levou o nome do Acre a um dos palcos acadêmicos mais prestigiados da Europa. Na última quinta-feira, 5, ele ministrou uma palestra na Universidade Complutense de Madrid.
Muito além da teoria histórica, Rodrigo levou na bagagem o cheiro e o gosto do povo acreano. Durante a apresentação em solo espanhol, ele apresentou a história, a geografia e o potencial turístico do Acre, mas não parou por aí: o público europeu pôde conhecer produtos típicos, como a farinha de mandioca e o biscoitinho de goma.
“Pude falar sobre a nossa cultura, além de falar, trazer a história, geografia, turismo e também consegui levar alguns produtos da nossa região… e pude apresentar a eles”, relatou Rodrigo à GAZETA.

A iniciativa faz parte do projeto “Cultura sem Fronteiras – Documentando o Acre e Expondo ao Mundo”, viabilizado pelo Fundo Estadual de Cultura (FUNCULTURA). O edital do Governo do Estado permite que proponentes acreanos inscrevam projetos que difundam a arte e a história local.
Trajetória de resistência cultural
Atuando na produção cultural em Cruzeiro do Sul desde 2013, Rodrigo já passou por diversas áreas, desde festivais de música e teatro até o audiovisual, produzindo documentários. Nos últimos anos, ele decidiu unir a paixão pelas viagens com a missão de disseminar a cultura acreana.
O currículo de exposições internacionais é extenso. Somente nesta viagem, antes de chegar à Espanha, o professor já havia passado por Varsóvia (Polônia) e Amsterdã (Holanda). Em anos anteriores, o projeto também alcançou a Itália, o Chile, a Argentina e o Uruguai.
Para o professor, o contato com o estrangeiro é uma via de mão dupla. “Por gostar de história e culturas diversas, ao passo que levo a nossa realidade para outros locais, busco também aprender sobre estes, a fim de fazer comparativos das diversas realidades existentes. Fazendo isso conseguimos ter uma grande noção a mais sobre o mundo ao nosso redor”, salienta.








