A capital do Acre deu um passo decisivo para aumentar a resiliência urbana e a segurança de seus moradores. Nesta segunda-feira, 23, teve início a terceira e última etapa da construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). O projeto é uma força-tarefa que reúne a Defesa Civil Municipal, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades.
O plano surge como uma resposta estratégica aos desafios históricos da região, que frequentemente sofre com o impacto de fenômenos naturais. Mais do que um documento técnico, o PMRR é um guia de sobrevivência urbana: ele propõe intervenções e melhorias diretas para mitigar os danos causados por inundações e alagamentos (crônicos no período de cheias); deslizamentos de terra e movimentos de massa em encostas; erosões que ameaçam a infraestrutura e moradias.
Parceria estratégica
A viabilização do plano foi possível graças a um termo de adesão firmado pelo prefeito Tião Bocalom junto ao Governo Federal. A presença do IPT em todas as etapas garante o rigor científico necessário para que as soluções propostas sejam, de fato, eficazes a longo prazo.
“Trata-se de um passo fundamental para fortalecer as ações preventivas do município, evitando perdas materiais e, sobretudo, preservando vidas humanas”, destaca o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Claudio Falcão.
O que muda para a população?
Com a conclusão desta fase, Rio Branco terá um diagnóstico preciso e um cronograma de ações para as áreas de maior vulnerabilidade. O objetivo central é elevar a qualidade de vida nas periferias e áreas de risco, transformando a postura da cidade de reativa (atuar após o desastre) para preventiva (evitar que o problema ocorra).
O lançamento oficial do plano completo deve ocorrer em breve, consolidando Rio Branco como uma das cidades preparadas para enfrentar os desafios climáticos e geológicos com planejamento e tecnologia.