O movimento grevista dos técnicos administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) fez uma assembleia aberta no campus da instituição, no espaço onde estava prevista a coletiva de imprensa do ministro da Educação, Camilo Santana. A mobilização teve como foco a cobrança pelo cumprimento do acordo de greve firmado em 2024.
Representante do sindicato da categoria, Dema Araújo afirmou que a pauta apresentada ao governo federal segue sem avanços. “Nós vamos apresentar a nossa pauta, que essa pauta é desde 2024, do acordo de greve, não foi cumprido em nada, e a gente continua buscando um acordo com o Ministério do Planejamento Federal para que ele cumpra o acordo firmado de greve de 2024”, declarou.
Segundo ele, o movimento mantém as reivindicações iniciais e incorporou novos pontos. “Nesse sentido, a gente está dando continuidade aqui ao movimento, com novas inclusões de pautas, como RSC, a reposição dos aposentados lá na tabela que foram prejudicados quando foram aposentados na época”, disse.

O sindicalista afirmou que a categoria aguarda um posicionamento do ministro durante a visita à universidade. “A gente está aqui aguardando com expectativa o ministro para que colabore com o movimento e, atendendo a democracia, é claro, ele vai ter direito à palavra, vai se posicionar e dizer o que ele pensa da universidade coletiva, porque a universidade é a casa do povo”, declarou.
Dema também mencionou bloqueios orçamentários como entrave para o cumprimento do acordo. “Em um certo momento até que foi positivo, mas aí ultimamente está tendo os bloqueios de tudo que é financeiro, onde gera a questão orçamentária e não está dando as vantagens que a gente acordou em 2024”, afirmou.
Ele cobrou explicações do governo federal sobre o descumprimento dos termos firmados. “A gente está nessa luta e que ele venha aqui e que ele diga e que nos apoie o porquê do não cumprimento dos acordos de 2024”, disse.

Outro ponto destacado foi a chamada racionalização de cargos, prevista no plano de carreira dos técnicos administrativos. “A equivalência de cargos, o plano de carreira desde 2005, ele foi traçado a partir da Lei 11.091”, explicou.
De acordo com ele, a legislação prevê a reorganização de cargos extintos. “Lá tem a questão da racionalização, que é um ponto que está sendo esquecido, que são a questão dos cargos extintos, que eles têm que ser recolocados no plano que esteja real agora, que exista dentro da universidade. Então essa questão da racionalização a gente está trazendo à tona para que a gente possa dizer que o acordo está sendo cumprido”, concluiu.








