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Terra Indígena Nawa avança com validação da Funai e liderança do Acre fala em vitória contra “apagamento histórico”

Reconhecimento territorial de 65 mil hectares no Vale do Juruá é visto como passo importante para direitos indígenas e preservação ambiental.

Maria Meirelles por Maria Meirelles
27/02/2026 - 14:00
Francisco Piyãko

Francisco Piyãko

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O anúncio da validação do relatório técnico de identificação e delimitação da Terra Indígena Nawa pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ocorrido na última sexta-feira, 20, foi recebido com um misto de alívio e renovação de forças pelas lideranças do Acre.

Para o  Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), Francisco Piyãko, uma das vozes mais expressivas do movimento indígena regional, o avanço do processo, que abrange 65 mil hectares entre Mâncio Lima e Rodrigues Alves, é uma vitória contra o apagamento histórico.

“Essa conquista do povo Nawa é muito, muito importante, isso só engrandece a região”, celebrou Piyãko. “Imagina a felicidade, a alegria direta para o povo Nawa. A gente sabe que não é fácil”.

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O embate contra a visão de “atraso”

Piyãko destacou que o caminho para o reconhecimento territorial tem se tornado mais árduo nos últimos anos. Segundo ele, as reivindicações de terra enfrentam uma narrativa que tenta deslegitimar o direito originário em favor da exploração desenfreada.

“As últimas reivindicações de terra parecem que vão ficando mais difíceis, porque as pessoas têm isso como atraso e veem como um estreitamento do espaço daqueles que só pensam em explorar, destruir a floresta, o meio ambiente, os rios e as águas”, alertou a liderança.

Ele citou como exemplo negativo as pressões sofridas em outras regiões, como no Rio Tapajós, onde lugares sagrados são postos em mesas de negociação que visam apenas o lucro. Para Piyãko, o reconhecimento dos Nawa é um antídoto a esse modelo: “Essa conquista traz para nós uma reafirmação da nossa presença nesse lugar”.

Proteção além do papel

Para a liderança, a demarcação não é apenas um trâmite burocrático, mas uma ferramenta de defesa contra grandes projetos que ignoram a vida local. Ele defende que qualquer empreendimento na região — como estradas, garimpos ou exploração madeireira — deve passar pelo crivo e pelo cuidado de quem ali habita.

“É a necessidade do cuidar que se tem que ter quando se pensa em qualquer empreendimento numa região como essa. Tipo estrada sem consulta, sem levar em conta quem está ali”, enfatizou.

O sonho do grande mosaico

Olhando para o futuro, Piyãko projeta que o sucesso dos Nawa, que sobreviveram a um século de invisibilidade após serem declarados “extintos” em 1893, sirva de impulso para outras etnias em espera, como os Kuntanawa.

O objetivo final, segundo ele, é a consolidação de um território contínuo de preservação e cultura. “Temos uma região privilegiada com essa diversidade de povos e, se Deus quiser, vamos concluir todos os processos de demarcação e fazer um grande mosaico de áreas protegidas junto com a terra indígena”, concluiu.

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