O resultado da disputa de blocos carnavalescos de Rio Branco, anunciado na última noite, 17, ganhou um novo e polêmico capítulo nesta quarta-feira, 18. O Bloco Unidos do Fuxico contestou oficialmente a vitória da agremiação “6 é D+”, que foi consagrada campeã da edição 2026.
À GAZETA, o presidente do Unidos do Fuxico, Aryson Fernandes, confirmou que o grupo protocolou um recurso junto à comissão organizadora apontando um descumprimento direto do regulamento referente ao tempo de dispersão de materiais e alegorias no circuito.
O centro da contestação gira em torno de uma alegoria do bloco campeão que teria quebrado logo no início do percurso. Segundo o Unidos do Fuxico, a estrutura permaneceu imóvel entre o meio e o final do trajeto por um longo período, avançando pela última noite de festividades. O presidente Aryson Fernandes reforça que o edital da competição é claro ao estabelecer um limite de cinco minutos para a retirada de carros alegóricos ou adereços após o desfile, sob pena de perda de pontos por cada intervalo de atraso.
Em áudio enviado à reportagem, Fernandes detalhou que o bloco apresentará anexos e fotos que comprovam que o material da equipe adversária permaneceu no circuito carnavalesco por diversas horas, desrespeitando as normas de fluxo e organização do evento. O dirigente enfatiza que o objetivo do recurso é assegurar que o regulamento, aceito por todas as agremiações, seja cumprido com o máximo rigor. Segundo o presidente, a falha técnica do grupo rival é evidente perante o que foi estabelecido para os desfiles deste ano.
“Conforme o edital, as agremiações teriam cinco minutos para retirar todo o material, especialmente as alegorias, mas o bloco campeão manteve sua estrutura dentro do circuito por várias horas, sem cumprir esse quesito”, afirmou Fernandes. Para o Unidos do Fuxico, essa irregularidade deveria ter resultado em penalidades imediatas, o que alteraria diretamente a classificação final e o resultado do campeonato.
Além da questão burocrática, o presidente da Unidos do Fuxico defendeu a qualidade do desfile apresentado pela sua escola, que neste ano homenageou a Ayahuasca com o enredo “Daime Luz”. Ele destacou que, apesar das dificuldades impostas pela chuva, a agremiação conseguiu concluir sua apresentação com êxito e acredita que, em termos de produção, investimento e repercussão com o público, o trabalho da Verde e Rosa foi superior. A liderança do bloco ressaltou que a comunidade manteve a dedicação total à excelência técnica após o trauma do Carnaval de 2025, quando o grupo também perdeu o título após um recurso administrativo mesmo tendo a maior pontuação.
A disputa agora sai da avenida e segue para os bastidores da comissão de Carnaval, que deverá analisar as provas e decidir se mantém o título com o bloco “6 é D+” ou se acolhe o pedido de revisão da Unidos do Fuxico. Em jogo, além do prestígio de ser a campeã do Acre, está a premiação de R$ 20 mil destinada ao primeiro colocado, valor considerado fundamental para a manutenção das atividades sociais e culturais das comunidades carnavalescas durante todo o ano.







