
A influenciadora acreana Ludmilla Cavalcante tornou público neste sábado, 28, Dia Mundial das Doenças Raras, que convive há cerca de 15 anos com acalásia, uma doença rara que afeta o esôfago e não tem cura. A informação foi compartilhada em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, onde soma mais de 200 mil seguidores.
Na gravação, Ludmilla contou que decidiu tornar pública a informação para ampliar o conhecimento sobre condições pouco conhecidas. Segundo ela, “a informação gera empatia e empatia muda tudo”.
Ludmilla explicou que a condição compromete o funcionamento do esôfago, impedindo o movimento involuntário responsável por conduzir o alimento até o estômago. Segundo ela, a doença impacta diretamente sua alimentação e qualidade de vida.
A influenciadora também mencionou que, no início dos sintomas, precisou sair do Acre para realizar exames e confirmar o diagnóstico, já que não havia disponibilidade local para os procedimentos necessários. Ela relatou perda de peso na fase inicial da doença e dificuldades para retomar a rotina alimentar.
A influenciadora destacou ainda os riscos associados à condição. “Eu não consigo beber um copo d’água sem ter o risco de vomitar ou até mesmo de broncoaspirar alimento”.
O que é acalásia
A acalásia é uma doença rara que atinge o esôfago, o tubo responsável por levar o alimento da boca até o estômago. Em pessoas com a condição, esse órgão perde a capacidade de empurrar corretamente a comida para baixo e também não consegue abrir adequadamente a “válvula” que dá acesso ao estômago. O resultado é a dificuldade para engolir e a sensação de que o alimento fica parado no peito.
A doença é considerada rara, com estimativa de 1 a 3 casos a cada 100 mil pessoas por ano. Entre os sintomas mais comuns estão dificuldade para engolir, regurgitação de alimentos, perda de peso, dor no peito e risco de o alimento “ir para o pulmão”, situação conhecida como broncoaspiração.
O diagnóstico geralmente é feito após exames específicos que avaliam o funcionamento do esôfago. Apesar de não ter cura, existem tratamentos que ajudam a melhorar a passagem do alimento e reduzir os sintomas, permitindo que o paciente tenha mais qualidade de vida com acompanhamento médico.