A defesa dos jogadores do Vasco da Gama de Rio Branco, presos sob suspeita de envolvimento em suposto estupro coletivo no Acre, deu início aos procedimentos jurídicos para tentar colocar os atletas em liberdade. Nesta sexta-feira, 20, a defesa confirmou ao portal A GAZETA que os pedidos de revogação de prisão e Habeas Corpus (HC) já foram protocolados junto ao Poder Judiciário.
O advogado Atevaldo Santana, que representa os atletas Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario, informou que a estratégia de defesa já está em análise pela Justiça. Enquanto para alguns dos acusados foi solicitada a revogação da prisão ao juiz de primeira instância, para outros, o caso já subiu para o tribunal.
“No caso do meu outro colega, ele pediu a revogação da prisão para o juiz que decretou a prisão do Alex [Pires Júnior]. Eu entrei em sede de HC no tribunal, que está na mão do doutor Francisco Djalma. Daqui a pouco ele vai estar decidindo”, disse o advogado à reportagem.
“Castelo de areia”
Questionado sobre os fundamentos para o pedido de soltura, o advogado adotou um tom crítico em relação à condução das investigações e à repercussão do caso. Segundo Santana, a versão apresentada até agora não condiz com a realidade dos fatos.
“A minha tese de defesa eu disse desde o começo: isso é um castelo de areia que criaram e agora eu estou desmoronando ele. São fantasias, são narrativas ficcionais criadas por supostas vítimas”, declarou.
A expectativa da defesa é que uma decisão sobre a liberdade dos jogadores seja proferida ainda hoje.