Um exame técnico realizado após a morte de um paciente internado em Rio Branco corrigiu a identidade registrada inicialmente com documento falso. O caso ocorreu após o óbito de um homem que havia dado entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), em 13 de janeiro, identificado na ocasião como Jefferson Alves da Silva.
Diante de inconsistências cadastrais e da ausência de confirmação familiar imediata, o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), por meio do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, iniciou a verificação da identidade. O trabalho contou com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.
Durante a perícia, foram coletadas impressões digitais do corpo no Instituto Médico Legal (IML), posteriormente confrontadas com bancos biométricos e prontuários civis, inclusive do estado de Goiás. O laudo concluiu que as digitais correspondiam a Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior e não ao nome inicialmente informado, comprovando o uso de documento pertencente ao próprio primo.
Segundo a Polícia Civil, a identificação correta permitiu a retificação de registros oficiais, incluindo a Declaração de Óbito e cadastros administrativos, evitando possíveis repercussões legais ao verdadeiro titular do documento.
O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva, destacou que a identificação civil correta, inclusive após a morte, é fundamental para garantir segurança jurídica e confiabilidade dos registros oficiais, ressaltando a atuação conjunta entre a Polícia Civil do Acre e a Força Nacional no caso.








