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MPAC apura divulgação de informações sobre morte de criança e pede retirada de conteúdos no Acre

MPAC apura divulgação de informações sobre morte de criança e pede retirada de conteúdos no Acre

A posse acontece no próximo dia 30 de janeiro. Foto: Arquivo/MPAC

A divulgação de conteúdos relacionados à morte de uma criança de 10 anos encontrada sem vida em casa no dia 18 de fevereiro passou a ser alvo de apuração do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Sena Madureira. O procedimento foi instaurado diante da circulação de informações em sites, redes sociais e grupos de mensagens, considerada pelo órgão potencialmente prejudicial e desrespeitosa.

A apuração tem como foco principal combater a disseminação de notícias falsas e garantir a proteção dos dados da criança. O Ministério Público solicitou a retirada imediata de fotos, do nome completo e de qualquer informação que permita a identificação da vítima em ambientes virtuais.

Além disso, a Promotoria requisitou informações à polícia para confirmar a existência de inquérito sobre as causas da morte e verificar se houve eventual influência externa relacionada à internet, com o objetivo de embasar medidas preventivas para situações semelhantes.

Limites legais da divulgação

O procedimento destaca que a liberdade de imprensa e de expressão não são direitos absolutos, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o MPAC, esses direitos devem respeitar limites quando entram em conflito com a proteção da honra, da imagem e da dignidade de crianças e adolescentes.

O órgão reforçou a necessidade de cautela e responsabilidade por parte de veículos de comunicação e usuários de redes sociais na divulgação de informações envolvendo tragédias dessa natureza.

Procurado pela reportagem da GAZETA, o delegado Thiago Parente, responsável pelo inquérito que apura a morte do menor, informou que a investigação segue em sigilo.

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