O deputado federal Roberto Duarte (Republicanos/AC) afirmou, em pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, que votou favoravelmente ao Auxílio Gás por reconhecer a dificuldade enfrentada por milhões de famílias brasileiras, mas fez um alerta contundente: o crescimento do programa é reflexo direto do aumento da pobreza no país e do fracasso da política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o parlamentar, o Auxílio Gás é um alívio imediato para quem não consegue sequer comprar um botijão para cozinhar, mas não pode ser tratado como uma conquista. “O número de famílias atendidas saltou de cerca de cinco milhões para quinze milhões. Isso não é sinal de melhora. É a prova de que mais brasileiros estão passando necessidade”, destacou Duarte.
Roberto Duarte criticou o que chamou de insistência do governo federal em um discurso desconectado da realidade da população. Para ele, quem vive do salário mínimo sente diariamente a perda do poder de compra. “Hoje, o salário não cobre as despesas básicas do mês. Falta dinheiro para comida, para pagar as contas e, muitas vezes, até para comprar medicamentos”, afirmou o deputado.
O parlamentar também responsabilizou o governo Lula pelo descontrole das contas públicas. Ele citou o déficit trilionário e o fato de que o Brasil deverá pagar mais de um trilhão de reais em juros da dívida apenas neste ano. “É um volume de recursos que poderia estar sendo investido em saúde, educação e geração de empregos, mas acaba sendo consumido para cobrir erros de gestão”, disse.
Além disso, Duarte apontou a situação financeira das estatais, que acumulam prejuízos, e o avanço de escândalos envolvendo órgãos como o INSS, os Correios e o Banco Master. “Enquanto a propaganda oficial tenta maquiar a realidade, a pobreza avança e o sofrimento do povo só aumenta”, afirmou.
Ao concluir, o deputado reforçou que seu voto favorável ao Auxílio Gás foi um gesto de responsabilidade social, mas deixou claro que programas assistenciais não resolvem o problema estrutural do país. “Auxílio nenhum substitui emprego, renda, responsabilidade fiscal e combate sério à corrupção. Assistência social não pode servir para esconder um governo que não consegue organizar a economia”, concluiu Roberto Duarte.