O governador do Acre Gladson Camelí (Progressistas) e o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PL) terão de se afastar de seus respectivos cargos até o dia 4 de abril para poderem disputar as eleições de 2026.
A exigência atende às regras da legislação eleitoral, que determinam a desincompatibilização de chefes do poder Executivo que pretendem concorrer a outros cargos seis meses antes do pleito.
Camelí deixará o governo para disputar uma vaga no Senado. Ele é o favorito para a disputa, segundo todas as pesquisas de intenção de votos. No lugar dele, assume a vice-governadora Mailza Assis (Progressistas), que também é pré-candidata ao governo do Estado
Na capital, Tião Bocalom se afastará da prefeitura para concorrer ao governo do Acre. Quem assume o comando do município é o vice-prefeito Alysson Bestene, que pertence ao mesmo partido de Mailza. Apesar disso, Bestene já declarou publicamente que seguirá apoiando Bocalom nas eleições de 2026.
A sigla adiantou que não punirá o vice-prefeito pela possível ausência de fidelidade partidária nas eleições, que acontecem no dia 4 de outubro.
A desincompatibilização tem o objetivo de evitar que ocupantes de mandatos no Executivo utilizem a máquina pública ou estrutura de governo em benefício da campanha.
Se perderem a disputa, Gladson e Bocalom não retornam aos seus mandatos.








