A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou nesta quinta, durante entrevista coletiva, que a redução do desmatamento, tal como conduzida pelo Governo do Brasil, não atrapalha o desenvolvimento do agronegócio. Para ela, os dados comprovam a combinação entre as duas atividades.
A política pública que fazemos tem base em dados e evidência, trazidos pelo Inpe com a gestão do tempo e a determinação política do presidente Lula de aumentar orçamentos. O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo”, disse a ministra do Meio Ambiente.
“Abrimos 500 novos mercados para a agricultura brasileira, fechamos o acordo com da União Europeia com o Mercosul numa demonstração de que políticas públicas consistentes, bem desenhadas e implementadas, feitas de forma republicana, com o compromisso que tem o presidente Lula, dão bons resultados”, completou Marina.
A entrevista coletiva foi convocada para o Governo do Brasil apresentar os mais recentes dados sobre a redução do desmatamento no País. Segundo levantamento do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as áreas sob risco de desmatamento na Amazônia tiveram redução de 35%, de agosto do ano passado até janeiro. No Cerrado, a queda foi de 6%.
Os indicadores de degradação florestal na Amazônia também apresentam diminuição, segundo o Deter. No período, uma área de 2.923 km² foi atingida pelo fenômeno, ante 44.555 km² no ciclo anterior, o que representa uma redução de 93%.
O Deter é um sistema de alertas diários criado para apoiar ações de fiscalização e controle do desmatamento e da degradação florestal por órgãos ambientais. É diferente do Prodes, outro sistema do Inpe que mede a taxa anual de desmatamento no período que se inicia em agosto de um ano e vai até julho do ano seguinte. De acordo com o Prodes, em 2025 na comparação a 2022, o desmatamento caiu 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado.
Em sua conta na rede social X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou os resultados na área ambiental e destacou o trabalho de seu governo.

Mirando o menor desmatamento da história
Marina Silva disse também que neste ano o país deve celebrar um marco. “Há uma expectativa de chegarmos, em 2026, à menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia se continuarmos com esses esforços”, afirmou a ministra, durante coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto.
Outro dado diz respeito aos resultados obtidos em 70 municípios que fazem parte do programa União com Municípios (UcM) – cidades consideradas prioritárias pelo Governo do Brasil para as ações de controle do desmatamento e incêndios florestais. Entre 2022 e 2025, foi registrada queda de 65,5% no desmatamento nessas cidades.
O número de operações de fiscalização ambiental na Amazônia cresceu quase 148% em relação ao ciclo anterior, refletindo o esforço das ações de combate a crimes ambientais no país. Como resultado, as ocorrências registradas saltaram de 932 para 1.754. No mesmo intervalo, a quantidade de veículos abordados aumentou cerca de 110%, passando de 13.526 para 28.607.
Enquanto isso, o agro vai bem
Segundo números do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 169,2 bilhões, o que representa um aumento de 3,0% em relação aos US$ 164,3 bilhões registrados em 2024. O valor corresponde a 48,5% de todo o valor exportado pelo Brasil no ano passado. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos enviados ao exterior, desempenho que compensou a queda de 0,6% nos preços médios.
Por sua vez, as importações de produtos agropecuários no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, um aumento de 4,4% em relação a 2024. Com isso, a corrente de comércio agropecuário no último ano foi de US$ 189,4 bilhões, e o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, fechou o ano com um superávit de US$ 149,07 bilhões.
O agronegócio brasileiro alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023.
Há ainda destaque para o efeito da safra recorde de grãos 2024/2025, que atingiu 352,2 milhões de toneladas, representando um incremento de 17% em relação ao ciclo anterior. Na pecuária, a produção atingiu níveis recordes para as carnes bovina, suína e de frango, permitindo a existência de excedentes exportáveis sem comprometer a oferta de produtos agropecuários para o mercado interno.
Por: Agência Gov