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Arritmias cardíacas x menopausa: Entenda o impacto no seu coração

Arritmias cardíacas x menopausa: Entenda o impacto no seu coração

Foto: Getty Images

A menopausa é uma fase natural que traz diversas mudanças ao corpo da mulher, incluindo o aumento do risco de problemas cardíacos, como as arritmias cardíacas. Durante esse período, o organismo passa por uma queda nos níveis de estrogênio, o que afeta a saúde cardiovascular.

A cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, especialista em eletrofisiologia e coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, explica que a redução de estrogênio tem impacto direto no coração, aumentando o risco de arritmias.

Com cuidados simples e acompanhamento médico, é possível reduzir esse risco e manter o coração saudável. Confira as causas, consequências e como se proteger.

O que são arritmias cardíacas?

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo do coração. Em condições normais, o coração bate de forma regular, mas em casos de arritmia, os batimentos podem ser rápidos, lentos ou irregulares. Isso pode afetar a circulação sanguínea e causar sintomas como:

Em casos mais graves, pode levar a desmaios, AVC, infarto ou até parada cardíaca.

Como a menopausa afeta o coração?

A menopausa provoca uma queda na produção de estrogênio, hormônio que protege o coração. Sua redução pode causar disfunções no sistema nervoso autônomo, responsável pela regulação da pressão arterial e da frequência cardíaca. Isso aumenta a probabilidade de arritmias cardíacas.

Thais destaca que fatores emocionais, como ansiedade e insônia, comuns na menopausa, também afetam a saúde cardiovascular. Esses fatores elevam os níveis de hormônios do estresse e favorecem processos inflamatórios no corpo.

Isso aumenta ainda mais o risco de doenças cardíacas, incluindo as arritmias.

Como a aterosclerose contribui para o risco

A aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura nas artérias, também pode ser mais pronunciada na menopausa. Essa condição prejudica o fluxo sanguíneo e aumenta o risco de arritmias cardíacas.

A combinação desses fatores torna a menopausa uma fase de maior atenção para a saúde do coração.

Como prevenir as arritmias durante a menopausa?

Apesar do aumento do risco, a menopausa não precisa ser sinônimo de problemas cardíacos. Com hábitos saudáveis e acompanhamento médico, é possível reduzir o risco de arritmias e manter o coração saudável. A especialista compartilha algumas dicas essenciais.

1. Adote um estilo de vida saudável

A prática de exercícios regulares, uma alimentação equilibrada e a manutenção de um peso saudável são essenciais para a saúde do coração. Algumas dicas para melhorar o estilo de vida:

2. Medicamentos

Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser necessário para controlar as arritmias. Alguns deles incluem:

3. Ablação por cateter

A ablação por cateter é um procedimento minimamente invasivo para corrigir a origem das arritmias em casos mais graves. Ele ajuda a restaurar o ritmo normal do coração.

4. Terapia hormonal

A terapia hormonal pode ser indicada, especialmente no início da menopausa, para aliviar sintomas como ondas de calor e, em alguns casos, pode ter efeito positivo sobre a saúde cardiovascular.

Contudo, após os 60 anos, o uso de hormônios não é recomendado, e a decisão deve ser tomada junto ao médico.

5. Controle da pressão arterial e do colesterol

Manter a pressão arterial e o colesterol sob controle ajuda a prevenir arritmias cardíacas. Realizar exames regulares e seguir as orientações médicas pode reduzir significativamente os riscos.

Quando procurar um médico?

Se você apresentar sintomas como:

É essencial procurar um médico imediatamente. A detecção precoce de problemas cardíacos pode evitar complicações graves. A médica alerta que o acompanhamento regular é importante para a saúde do coração.

Proteja seu coração durante a menopausa

Embora o risco de arritmias cardíacas aumente durante a menopausa, é possível manter a saúde do coração com hábitos saudáveis e acompanhamento médico.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, controlar o estresse e dormir bem são algumas das formas de reduzir esse risco.

Além disso, o acompanhamento com um cardiologista e a realização de exames regulares são essenciais para garantir uma boa saúde cardiovascular durante essa fase da vida.

Por: Saúde em Dia

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