15 de março de 2026
Jornal A Gazeta do Acre

GAZETA 93,3FM Ouça agora

Sem resultados
View All Result
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • POLICIA
  • Geral
  • POLÍTICA
  • Colunas & Artigos
    • Roberta D’Albuquerque
    • O prazer é todo meu
    • Marcela Mastrangelo
    • Beth Passos
    • Tributarista do Acre
    • Além da Caloria
  • Social
    • Márcia Abreu
    • Giuliana Evangelista
    • Beth News
    • Jackie Pinheiro
    • Roberta Lima
    • Gazeta Estilo
  • Publicações Legais
    • Publicações Legais
    • Comunicados
    • Avisos
    • Editais
Jornal A Gazeta do Acre

GAZETA 93,3FM Ouça agora

15 de março de 2026
Sem resultados
View All Result
Jornal A Gazeta do Acre
Sem resultados
View All Result

Entrega por aplicativo pode ficar mais cara com regulação? Entenda propostas do governo e das empresas

Governo quer valor mínimo para entrega de R$ 10, relator vai propor R$ 8,50; empresas não querem tabelamento e dizem que os entregadores ganharão menos e a entrega vai aumentar.

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
15/03/2026 - 11:02
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Manda no zap!CompartilharTuitar

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar até o próximo mês no plenário da Casa o projeto que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos.

A proposta está rodeada de divergências entre o Legislativo, o Executivo e o setor empresarial. Na semana passada, uma reunião de ministros do governo com Motta e deputados envolvidos na elaboração do projeto terminou sem acordo.

O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), afirma que a falta de acordo está no valor mínimo a ser pago por entregas. A última versão do texto, de dezembro de 2025, previa o valor mínimo de R$ 8,50 por entrega.

O governo, por sua vez, defende o valor mínimo de R$ 10 com R$ 2,50 por quilômetro adicional.

Já representantes de empresas afirmam que as divergências vão além da discussão sobre o valor mínimo e que as mudanças propostas pelo governo e pelo Congresso vão inviabilizar o serviço, além de aumentar os custos da operação.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), falou que está sendo feito um “terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores”.

Já o vice-presidente de relações institucionais da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), Marcelo Ramos, cita “realismo econômico”.

Após a reunião de Motta com ministros, começaram a circular nas redes sociais posts alegando que o governo Lula “quer taxar entregadores de aplicativo em R$ 10 por corrida”. É #FAKE.

Também pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood.

Proposta do governo

O Palácio do Planalto tem defendido que a regulamentação defina:

  • a fixação de uma remuneração mínima de R$ 10 por entrega ou corrida de até 4 kms, com R$ 2,50 por quilômetro adicional;
  • fim das entregas agrupadas;
  • transparência dos algoritmos que definem valores pagos aos trabalhadores;
  • pontos de apoio pagos pelas empresas; e
  • garantia de acesso à Previdência Social, com contribuição majoritariamente patronal.

Para o ministro Guilherme Boulos, as medidas não vão encarecer o serviço.

“A maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles. Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede”, disse.

O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas.

O que dizem as empresas

O vice-presidente de relações institucionais da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), Marcelo Ramos, afirmou que as empresas são a favor da regulamentação do trabalho por aplicativos, mas que para se chegar a um acordo, o texto tem que pressupor viabilidade econômica das empresas, proteção social do trabalhador e acessibilidade do consumidor.

Ramos afirmou que a proposta do governo de fixar uma remuneração mínima de R$ 10 vai gerar aumento de custo.

RECEBA NOTÍCIAS NO CELULAR

“Se eu estou pagando R$ 5 por entrega e passo a pagar R$ 10, aumentei meu custo. Numa economia de livre mercado num país capitalista, aumento de custo é aumento de preço”, argumentou.

“Nossos estudos técnicos demonstram claramente que o trabalhador até vai ganhar mais por cada entrega, mas vai ter uma queda tão drástica na quantidade de entrega que no volume no fim do mês vai ganhar menos que hoje”, declarou.

O representante da Amobitec disse que o Estado tenta intervir no serviço privado ao estipular uma taxa mínima. Ele disse que o setor é favorável a discutir uma remuneração por hora trabalhada.

Para a associação, uma proposta bem vista pelos empresários, deveria prever:

  • clareza que as empresas são de tecnologia que intermediam oferta e demanda e não empresas de transporte;
  • que o trabalhador é autônomo sem nenhuma relação trabalhista com as plataformas;
  • empresas pagarem parcela de contribuição social;
  • seguro acidente;
  • remuneração mínima por hora trabalhada.

As plataformas se queixam, entre outros pontos:

  • o projeto classifica as empresas como empresas prestadoras de serviço. Isso provoca alteração tributária, o que aumenta o custo ao ponto de inviabilizar o negócio, segundo especialistas;
  • as regras de previdência são consideradas “pesadas”; o setor reclama do detalhamento do texto ao definir regras básicas do funcionamento dos aplicativos.

Produto mais caro?

Ao contrário do governo, as plataformas argumentam que o produto final vai ficar mais caro para o consumidor, o que tende a inibir a compra pelos aplicativos. A lógica é a de que cada vez que se aumenta o custo da intermediação, se derruba o número de pedidos.

Executivos envolvidos nas negociações afirmam ainda que o Ministério do Trabalho já havia aceitado um acordo em 2024, prevendo que o trabalhador não poderia receber, ao final do cômputo geral da jornada de trabalho, valor inferior a um salário mínimo, já descontado os gastos com manutenção.

Segundo as plataformas, o governo voltou atrás no acordo e agora apoia a remuneração por entrega.

O setor avalia que o cálculo feito pelo governo é eleitoral, mas que a proposta não é sustentável e que, por isso, não deve ser aprovada.

Politicamente o texto também pode pesar para os parlamentares em ano eleitoral por, segundo um executivo do setor, “colocar um conjunto incerto de trabalhadores contra 60 milhões de consumidores”, que pagarão mais caro pelo produto na ponta.

Por: G1 Política

Siga 'A Gazeta do Acre' nas redes sociais

  • Canal do Whatsapp
  • X (ex-Twitter)
  • Instagram
  • Facebook
  • TikTok



Anterior

Entidade de moradores de Rio Branco repudia paralisação dos ônibus e cobra soluções da prefeitura

Próxima Notícia

71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, diz Datafolha

Mais Notícias

Oncologistas alertam para 7 hábitos que aumentam o risco de câncer
7º guia gazeta

Oncologistas alertam para 7 hábitos que aumentam o risco de câncer

15/03/2026
Daniele Kelly e o marido, Matheus, descobriram que estavam morando na casa errada há seis meses após erro no endereço do imóvel — Foto: Reprodução/Instagram de Daniele Kelly
7º guia gazeta

Casal descobre que estava morando na casa errada há seis meses

14/03/2026
Veja quais alimentos podem agir no corpo de forma similar ao Ozempic
7º guia gazeta

Veja quais alimentos podem agir no corpo de forma similar ao Ozempic

14/03/2026
Cantor Amado Batista confirmou a morte de sua filha Lorena Batista  • Instagram/Amado Batista
7º guia gazeta

Morre Lorena Batista, filha do cantor Amado Batista, aos 46 anos

14/03/2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais
7º guia gazeta

Dor confundida com cólica leva jovem a descobrir câncer de intestino

13/03/2026
Foto: Reprodução/Redes sociais
7º guia gazeta

Paciente despenca de teto de hospital durante tentativa de fuga; Veja o vídeo

13/03/2026
Mais notícias
Próxima Notícia
Carteira de trabalho — Foto: Gilson Abreu/AEN

71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, diz Datafolha

Foto: Reprodução/Secom

Professores convocados pela Educação no Acre têm até 23 de março para entregar documentos; veja nomes

Jornal A Gazeta do Acre

© 2022 - Todos os direitos reservados. A Gazeta do Acre

  • Expediente
  • Fale Conosco

Sem resultados
View All Result
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • Polícia
  • Geral
  • Política
  • Colunistas & Artigos
    • Roberta D’Albuquerque
    • O prazer é todo meu
    • Marcela Mastrangelo
    • Beth Passos
    • Tributarista do Acre
    • Além da Caloria
  • Social
    • Márcia Abreu
    • Giuliana Evangelista
    • Beth News
    • Jackie Pinheiro
    • Roberta Lima
    • Gazeta Estilo
  • Publicações Legais
    • Publicações Legais
    • Comunicados
    • Avisos
    • Editais
  • Receba Notícias no celular
  • Expediente
  • Fale Conosco

© 2022 - Todos os direitos reservados. A Gazeta do Acre