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Laudo aponta que Bolsonaro caminhou 5 km no dia anterior à crise

Laudo aponta que Bolsonaro caminhou 5 km no dia anterior à crise

Laudo dos médicos que atendem Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha aponta que o ex-presidente caminhou 5 km no dia anterior ao que passou mal. Na tarde do dia 12 de março, “Bolsonaro estava com bom estado de saúde, lúcido e orientado”.

Em seguida, segundo consta nos relatos do plantão noturno, assinado por um médico, ele apresentou “um pouco de crise de soluço”, mas não quis a medicação no momento. “Informou que ia tomar após o jogo”.

Veja trecho do laudo do plantão noturno:

Laudo aponta que Bolsonaro caminhou 5 km no dia anterior à crise
Relatório detalha quadro de saúde do ex-presidente. Foto: Reprodução

Ainda segundo o documento, os médicos do complexo prisional foram acionados por volta das 6h15 para atender Bolsonaro devido à reclamação por calafrios. As medidas cabíveis foram tomadas imediatamente. Foi constatado que o ex-presidente estava com febre e ele foi levado ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ele deu entrada no Hospital DF Starapós apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Segundo os três médicos particulares que o atendem, chegou a ter saturação de oxigênio no sangue de 80% e pressão arterial de 9 por 5. “Isso mostra que uma infecção estava se iniciando com critérios de gravidade. O fato de ter atendimento muito rápido fez toda a diferença”, afirmou um dos médicos.

Exames de imagem

Segundo boletim médico, Bolsonaro foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. O estado de saúde de Bolsonaro é considerado grave por Cláudio Birolini. O médico falou em evento “potencialmente mortal”, mas que está sendo tratado para ser revertido com “antibióticos potentes”.

“Estamos aí tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejável e que realmente, para quem questiona isso, realmente põe em risco a vida do paciente”, disse Birolini.

“Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. Então, por favor, a gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias”, completou.

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