A concorrência é a essência de um mercado de venda e consumo democrático. Esse conceito, criado há muitos anos, traz consigo a ideia das empresas disputarem espaço de maneira justa com base em diferenciais como preço mais competitivo, vantagens para os consumidores, entre outras estratégias.
Com Rio Branco registrando a maior inflação do país em meses recentes, ter a possibilidade de contar com descontos sobre produtos e serviços é um diferencial a ser considerado pelos consumidores. Mas essa é apenas uma das vantagens que a concorrência tem trazido para o mercado.
Maior concorrência exige inovações
As empresas que querem se destacar no seu segmento precisam adotar estratégias com o objetivo de atrair e fidelizar seus clientes. Uma dessas abordagens é a de promoções para quem é um consumidor frequente.
No mercado de vendas online, a HISHA entra como um bom exemplo prático de como a inovação pode entrar como uma importante estratégia para melhorar os resultados da empresa. Esse foi o caso do Personal Shopper criado pela loja para auxiliar seus clientes na aquisição de roupas e acessórios.
Outro ótimo exemplo de como as marcas precisam inovar para conseguir espaço no mercado é o que acontece nos sites de jogos. Após a regulamentação, as marcas precisaram investir em estratégias para atrair novos jogadores e, ao mesmo tempo, mantê-los fiéis à plataforma. Tudo isso sem disponibilizar os tão almejados bônus de boas-vindas.
O enfoque das plataformas de jogos foi investir em promoções que incluem giros grátis, programas de fidelidade e cashback. Ler as revisões sobre bônus de cassino online é uma boa maneira de entender mais sobre esse tipo de oferta e perceber, na prática, como a concorrência é positiva para o usuário. Afinal, sem precisar disputar espaço no mercado, as empresas não são motivadas a continuar inovando para alcançar resultados ainda mais expressivos.
As inovações a serem implementadas pelas marcas vão desde mudanças na relação entre usuário e empresa, assim como ao longo do processo de compra, entre outras áreas que podem ser exploradas. Tudo vai depender do nicho de atuação do negócio e de como a marca está posicionada em seu mercado.
Inteligência Artificial é a bola da vez
O aumento do uso da inteligência artificial e sua maior acessibilidade fez com que cada vez mais empresas investissem em maneiras de otimizar os processos internos para obter ganhos de escala frente à concorrência. Esse foi o caso da Atento, empresa que atua no setor de atendimento ao cliente.
A Atento investiu R$ 85 milhões em IA e criou um agente Robocop que entra como um assistente de quem está lidando com o atendimento por telefone. A ideia é que a tecnologia analise os dados do CRM e informações anteriores que têm relação direta com o cliente que está sendo atendido.
Isso oferece uma base de conhecimento muito melhor para que o atendente consiga oferecer um atendimento mais focado. Além disso, mostra que a empresa está ciente de tudo que diz respeito às reclamações do seu cliente, criando ainda mais credibilidade para a empresa.
A Latam é outro exemplo de empresa que investiu na IA para identificação de seus usuários visando resolver mais rapidamente seus problemas. A ideia é reduzir o tempo total do atendimento em até 20%. Para Rafael Walker, diretor de Transformação de Serviços da Latam, o objetivo é utilizar a inovação e tecnologia a favor da experiência do cliente.
Esses são exemplos de como a inteligência artificial tem ganhado força entre as empresas com o objetivo de inovar e superar a concorrência, principalmente em mercados onde qualquer ganho no processo produtivo pode fazer muita diferença.
Órgãos reguladores têm papel fundamental
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) é uma autarquia criada em 10 de setembro de 1962 que tem diversos objetivos, sendo um deles o ato de impedir ou aprovar fusões e aquisições visando manter o mercado com a devida concorrência. Afinal, o monopólio é um risco para os consumidores, já que o controle total de um segmento por parte de uma única empresa pode pressionar os preços e criar uma má experiência do consumidor.
Isso aconteceu quando o Cade travou o investimento da United Airlines na Azul e outros processos de fusões e aquisições. A ideia foi manter o equilíbrio econômico para impedir que algumas empresas não dominem um mercado e, consequentemente, apliquem o preço que desejarem.
A presença ativa do CADE aliada ao investimento em diferenciais e o avanço de tecnologias como a IA representam um cenário fértil para que a experiência do consumidor fique ainda melhor ao longo dos próximos anos, independente do produto ou serviço que for de seu interesse.








