A identificação da ossada encontrada na última quinta-feira, 19, em uma área de mata no Ramal Aquiles Peret, em Rio Branco, dependerá de exames de DNA. A informação foi confirmada nesta sexta, 20, pelo coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Pedro Paulo Buzolin.
Segundo o delegado, há indícios de que os restos mortais sejam do aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, desaparecido desde o dia 18 de janeiro, principalmente pela semelhança das roupas encontradas no local.
“Agora, a partir do encontro de ontem de restos mortais numa propriedade rural, nós iremos realizar exames para tentar identificar a pessoa que estava ali, bem como também realizar a perícia para saber se se trata de uma morte natural ou se foi uma morte violenta. É, há indicativo de que se trata dos restos mortais do senhor Pedro, as vestes se parecem com as que ele utilizava no dia que desapareceu, então há esse indicativo, mas nós precisamos de uma prova técnica, de uma prova científica de que se trata do senhor Pedro. Então nós iremos realizar os devidos exames, as devidas perícias, para tentar identificar de forma científica a quem pertence aqueles restos mortais”, disse o delegado.
A ossada foi localizada por um morador da região, com ossos espalhados em uma área de mata às margens de um açude. Após o achado, equipes da Polícia Civil e da perícia técnica recolheram o material, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Causa da morte também será investigada
Além da identificação, os exames também devem tentar apontar a causa da morte, embora, segundo o delegado, essa etapa seja mais complexa devido às condições dos restos mortais.
“Os exames irão buscar identificar se se trata de uma morte natural ou de uma morte violenta. A princípio, não há indícios de violência encontrados no local, mas todas as perícias serão realizadas”, explicou.
Buzolin destacou ainda que a Polícia Civil utiliza um banco de dados genéticos para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.
“Temos um banco de DNA de familiares de desaparecidos. Sempre que encontramos restos mortais, fazemos a comparação para tentar identificar de forma científica”, disse.
Investigação segue em andamento
O desaparecimento de Pedro Vilchez completou dois meses no último dia 18. Ele foi visto pela última vez após sair de casa, em janeiro, para comprar refrigente e não retornou.
Com a nova etapa da investigação, a Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar a identidade da ossada e avançar na apuração do caso.








