O Acre registrou 189 mortes violentas intencionais em 2025, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Ministério Público do Acre (MPAC). O número representa aumento de 5,6% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 179 ocorrências no estado.
Apesar da alta no último ano, o levantamento indica que o Acre permanece bem abaixo dos índices registrados no período mais crítico da violência, especialmente entre 2016 e 2018, quando o estado atingiu seus maiores números da série histórica.
De acordo com o painel, 2017 foi o ano mais violento da década, com 531 mortes violentas, seguido por 2018, com 417 casos, e 2016, com 371 registros.
A partir de 2019, os números começaram a cair de forma mais consistente. Naquele ano foram registradas 319 mortes, enquanto 2020 apresentou leve aumento para 323. Em 2021, o Acre registrou 194 casos, um dos menores índices da série histórica recente.
Nos anos seguintes houve oscilações: 238 mortes em 2022, 215 em 2023, 179 em 2024 — o menor número da última década — e agora 189 em 2025, marcando a interrupção da queda observada no ano anterior.
Mesmo com o crescimento recente, o cenário atual ainda é significativamente menor do que o pico de violência registrado em 2017. Na comparação direta, o número de mortes violentas em 2025 representa uma redução de cerca de 64% em relação ao pior ano da série histórica.
O painel do MPAC reúne dados consolidados a partir de registros da Polícia Civil e de análises do Observatório de Análise Criminal do Ministério Público, permitindo acompanhar a evolução da violência letal no estado ao longo dos anos.
As Mortes Violentas Intencionais (MVI) incluem ocorrências como homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, sendo consideradas um dos principais indicadores utilizados para medir a violência em um território.