Rio Branco é um dos municípios que menos investiu em serviços de saneamento básico por habitante no Brasil e está listado na 98ª posição no ranking, com um investimento de R$6,92/hab. Os dados são do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, referente ao ano de 2024, divulgados na 18ª edição do Ranking do Saneamento 2026.
De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico, a quantia de R$255 seria o necessário para garantir acesso à água potável e ao tratamento de esgoto.
No levantamento de investimentos totais, a capital acreana aparece na 100ª posição, o menor índice do estudo. O poder público destinou apenas R$8,99, número que se distancia da média nacional que visa assegurar a qualidade e a oferta do serviço essencial.
Rede de abastecimento de água
Com notas de 0 a 10, a pesquisa avalia a capacidade de cada município de atender a população total com rede de abastecimento de água. Rio Branco possui nota 4,71 e ocupa a 97ª posição, com apenas 46,74% da população atendida. Já no cenário urbano, a nota é de 3,99 e um percentual de 50%.
Coleta de esgoto
Em relação à coleta de esgoto, o município recebeu nota 2,79 e ocupa a 92ª posição, com apenas 25,07% da população total atendida. Além do impacto ambiental causado pela falta de atendimento na coleta das águas contaminadas, há consequências para a saúde pública, principalmente entre crianças e idosos, já que viabiliza a proliferação de doenças como diarreia e verminose.
O índice é relativamente maior no recorte de atendimento urbano de esgoto, com 26,81% da população atendida.
Desperdício de água
A capital também aparece entre os 10 municípios com maior índice de perdas por ligação, indicador que mede o volume de água tratada desperdiçada diariamente, que é dividida pelo número total de imóveis. Segundo o estudo, o ideal é que os municípios apresentem níveis inferiores a 200 L/ligação/dia. O Acre registrou 951,58 L/ligação/dia e ocupa a 94ª posição.








