O Acre registrou crescimento econômico real de 327,3% entre 1995 e 2025, segundo o estudo “Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros, 1995–2025”, divulgado pelo projeto Brasil em Mapas. O resultado coloca o estado na 10ª posição entre as 27 unidades da federação no período analisado.
O levantamento aponta que, nas últimas três décadas, a economia brasileira cresceu 222%, mas de forma desigual entre as regiões. Estados do Centro-Oeste e do Norte lideraram a expansão econômica, impulsionados principalmente pelo agronegócio, mineração e novos polos produtivos.
No caso do Acre, o crescimento de 327% ficou acima da mediana nacional entre os estados, estimada em cerca de 190%, indicando avanço econômico superior ao de boa parte das unidades federativas.
Evolução do PIB acreano
Os dados do estudo mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre passou de R$1,237 bilhão em 1995 para aproximadamente R$31,1 bilhões em 2025, considerando valores corrigidos pela inflação para permitir comparação real ao longo do tempo.
Apesar do crescimento expressivo, o estado ainda permanece entre as menores economias do país em volume absoluto de PIB, devido ao tamanho populacional e à estrutura econômica regional.
Norte entre regiões que mais cresceram
O estudo destaca que o dinamismo econômico nas últimas décadas se deslocou parcialmente do eixo tradicional Sudeste-Sul para regiões como Centro-Oeste e Norte. O Centro-Oeste apresentou crescimento médio regional de 408%, impulsionado principalmente pelo avanço do agronegócio em estados como Mato Grosso, líder nacional com 661% de crescimento, além de Mato Grosso do Sul e Goiás.
Na região Norte, estados como Rondônia, com 365,9%, Pará, com 342,4%, e Roraima, com 384,3%, também apresentaram crescimento significativo no período.
De acordo com a análise, fatores como expansão da produção agropecuária, exploração mineral e novos polos industriais contribuíram para o avanço econômico dessas regiões.
Crescimento nacional e setores da economia
O estudo aponta que, em 2025, o PIB brasileiro alcançou aproximadamente R$12,7 trilhões. O desempenho foi influenciado principalmente pelo agronegócio, que registrou crescimento de 11,7%, representando cerca de 6,1% da economia nacional.
O setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB brasileiro, avançou 1,8%, enquanto a indústria apresentou crescimento de 1,4%, impulsionada em parte pelas atividades extrativas.
Desigualdade regional
Apesar do crescimento observado em diversos estados, o levantamento destaca que o desenvolvimento econômico no país ainda ocorre de forma desigual. Estados com economias já consolidadas, como São Paulo e Rio de Janeiro, registraram expansão menor no período, 150% e 191%, respectivamente, reflexo de economias mais maduras.
O estudo aponta que a análise histórica pode servir como base para formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais e ao fortalecimento de novos polos econômicos no país.








